Zema publica samba-enredo criado por IA para parodiar homenagem a Lula no Carnaval de 2026
Vídeo postado pelo governador mineiro ironiza enredo da Acadêmicos de Niterói e cita mensalão, Lava Jato/Petrobras e promessas de campanha; Planalto ainda não se manifestou
14/02/2026 às 21:05por Redação Plox
14/02/2026 às 21:05
— por Redação Plox
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou ao centro do debate político ao publicar nas redes sociais um vídeo em formato de “samba-enredo” criado com inteligência artificial para ironizar a homenagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve receber no Carnaval de 2026. O material rapidamente viralizou e foi interpretado por aliados e adversários como mais um lance da disputa entre campos opostos em um ano de forte tensão eleitoral.
Samba enredo que o governador Zema fez em "homenagem" a Lula
Vídeo: Redes sociais
Zema usa IA para parodiar homenagem a Lula
De acordo com registros publicados pela imprensa, o vídeo foi divulgado em 12 de fevereiro de 2026 e simula um desfile de escola de samba, com imagens e áudio gerados por IA. No enredo, aparecem críticas e ironias dirigidas a Lula.
A letra e as cenas fazem referências a episódios como mensalão e Lava Jato/Petrobras, além de menções à “picanha”, associada a promessas de campanha, entre outros elementos usados como instrumento de crítica política. O conteúdo se insere diretamente na disputa narrativa em torno da imagem do presidente no período pré-eleitoral.
O ponto de partida da paródia é o anúncio de que a escola Acadêmicos de Niterói levará para a Marquês de Sapucaí, no Grupo Especial do Rio, um enredo em homenagem a Lula, com desfile previsto para domingo, 15 de fevereiro de 2026. É essa homenagem oficial que Zema transforma em samba-enredo paródia para ironizar o presidente, colocando a relação entre Carnaval e política no centro da controvérsia.
Legenda provoca e reação oficial ainda é incerta
Na legenda que acompanha o vídeo, o governador adota tom abertamente provocador ao sugerir como seria uma homenagem “sincera” ao presidente no Carnaval.
E se o Lula recebesse uma homenagem sincera nesse carnaval? Seria mais ou menos assim…
Romeu Zema
Até a última atualização das informações disponíveis, não havia posicionamento oficial do Palácio do Planalto ou do presidente Lula respondendo diretamente ao vídeo específico. Há a indicação de que essa reação ainda estava em apuração, com possibilidade de manifestações posteriores em canais institucionais ou redes sociais.
Vídeo viraliza e alimenta clima pré-eleitoral
Em Minas Gerais, o episódio reforça a presença de Zema no noticiário político nacional e tende a repercutir entre eleitores mineiros, especialmente por combinar linguagem popular do Carnaval com o uso de ferramentas de inteligência artificial. A estratégia aproxima o debate político do universo das redes e do entretenimento.
O uso de IA, porém, acende alertas. Por se tratar de um conteúdo sintético, o vídeo pode ser recortado, editado e redistribuído fora de contexto, com risco de alimentar desinformação — por exemplo, se trechos forem apresentados como se retratassem um desfile real na Sapucaí.
Análises já publicadas indicam que a troca de provocações e paródias entre campos políticos antecipa o tom de campanha e aprofunda a polarização, com reflexos tanto no ambiente institucional quanto nas redes sociais.
O que observar nos próximos desdobramentos
Entre os pontos de atenção, está o monitoramento de eventual reação oficial do governo federal e do PT ao conteúdo divulgado por Zema, seja por meio de notas, postagens ou declarações públicas.
Outro fator relevante é o próprio desfile da Acadêmicos de Niterói em 15/02/2026, já que a homenagem a Lula é o gatilho da paródia criada pelo governador e pode gerar novos desdobramentos políticos e até judiciais.
Também entra no radar a atuação de plataformas como X e Instagram quanto à aplicação de rótulos de mídia sintética ou produzida por IA sobre o material, além de possíveis questionamentos formais sobre o uso desse tipo de conteúdo em um ano eleitoral sensível, no qual fronteiras entre sátira, paródia e desinformação tendem a ser constantemente testadas.