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Um episódio inusitado chamou a atenção de quem estava em um cinema de Santo André, no ABC Paulista, no último domingo (8). Por causa de uma promoção da rede Cinemark, uma cliente levou um caixão para usar como “balde” de pipoca, cena que rapidamente se espalhou pelas redes sociais e gerou debate sobre os limites da ação.
Mulher leva caixão para a promoção do "Dia da Pipoca" em cinema em Santo André.
Foto: Reprodução/redes sociais
A situação aconteceu durante a segunda edição do “Dia da Pipoca”, campanha também divulgada como “Traga Seu Balde”, promovida pela Cinemark. A ação permitia que os frequentadores levassem recipientes próprios para encher com pipoca salgada por R$ 19.
Pelas regras divulgadas, os clientes poderiam usar qualquer tipo de objeto para rechear de pipoca, desde que o recipiente estivesse limpo, higienizado e fosse impermeável. A quantidade máxima permitida era de até 10 litros por compra, volume equivalente a cerca de dois baldes tradicionais normalmente vendidos nos cinemas.
Com a liberdade para escolher o objeto, muitos participantes recorreram a soluções criativas. Em Santo André, o que mais chamou a atenção foi a imagem de uma cliente que apresentou um caixão para ser usado como recipiente.
O item foi levado até o balcão de atendimento para ser preenchido com pipoca, dentro da ideia proposta pela campanha. A cena do caixão sendo usado como “balde” viralizou e se tornou o símbolo mais comentado do “Dia da Pipoca” no ABC Paulista, alimentando discussões sobre até onde vai a criatividade do público em ações promocionais desse tipo.
O caso em Santo André levantou questionamentos nas redes sobre o que, na prática, é permitido em campanhas como essa. A possibilidade de levar qualquer recipiente, desde que limpo, higienizado, impermeável e dentro do limite de 10 litros, abriu espaço para interpretações amplas e objetos fora do padrão.
Nas conversas entre frequentadores e nas postagens que circularam, surgiram debates sobre tamanho, formato e adequação de itens como o caixão em ambientes de grande circulação de público, além de eventuais impactos em segurança e conforto dentro do cinema.
Procurada após a repercussão, a rede Cinemark informou que a participante cumpriu as condições previstas na promoção, criada para tornar a experiência do público mais divertida durante a campanha. Segundo a comunicação da empresa, o foco da ação era justamente permitir que os clientes levassem recipientes próprios, desde que respeitassem os critérios estabelecidos, incluindo o limite de 10 litros e as exigências de limpeza e impermeabilidade.
Com a viralização do episódio do caixão em Santo André, a campanha “Dia da Pipoca” passou a ser usada como exemplo de como ações promocionais com apelo criativo e participação ativa do público podem ganhar dimensão nas redes — e, ao mesmo tempo, evidenciar a necessidade de regras claras sobre o que é entendido como recipiente adequado em ambientes de cinema.