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A Prefeitura do Rio inaugurou na manhã deste sábado (14) o Terminal Margaridas, em Irajá, na Zona Norte, no encontro da Avenida Brasil com a Via Dutra. Pensado como um novo eixo de mobilidade metropolitana, o espaço passa a conectar diretamente o BRT Transbrasil aos ônibus que chegam da Baixada Fluminense.
Com isso, o terminal se torna um ponto estratégico para reorganizar o fluxo de coletivos que hoje entram na cidade pela Avenida Brasil e seguem até a região central. A proposta é que os passageiros façam parte do trajeto no BRT, em faixa segregada, reduzindo o tempo de deslocamento e desafogando uma das vias mais congestionadas do Rio.
Terminal Margaridas fica entre a Avenida Brasil e a Dutra
Foto: Reprodução/TV Globo
A principal função do Terminal Margaridas é servir como “porta de entrada” dos ônibus intermunicipais vindos da Baixada Fluminense para o corredor Transbrasil. Em vez de seguir até o Centro em vias saturadas, esses coletivos poderão fazer a integração no terminal, permitindo que o restante da viagem seja realizado nos articulados do BRT.
De acordo com a prefeitura, o terminal foi construído em uma área de aproximadamente 63 mil m², projetada para receber grande volume de ônibus, organizar embarque e desembarque e oferecer mais estrutura aos passageiros. As obras começaram no ano passado e receberam investimento superior a R$ 54 milhões dos cofres municipais.
Atualmente, muitos veículos que vêm da Baixada entram no Rio, seguem para o Terminal Américo Fontenelle, na Central do Brasil, e depois avançam até a Rodoviária do Rio para desembarque. A expectativa é que, com o novo ponto de integração em Irajá, parte desse trajeto seja encurtada e remanejada para o sistema de BRT.
A Prefeitura do Rio estima que mais de 1 milhão de trabalhadores saem diariamente da Baixada Fluminense em direção à capital. O Terminal Margaridas é apresentado como o primeiro passo para reorganizar esse movimento diário, integrando as linhas intermunicipais ao BRT Transbrasil no Trevo das Margaridas.
A expectativa é que as viagens tenham redução de até 50% no tempo de deslocamento para moradores de cidades como Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Japeri e Paracambi, que serão diretamente beneficiadas com a nova ligação.
Além do ganho de tempo, a prefeitura projeta mudanças no trânsito da Avenida Brasil. Com a concentração do embarque e desembarque no novo terminal e a transferência de parte do trajeto para o BRT, a estimativa é que cerca de 300 ônibus deixem de circular diariamente pela via, o que pode melhorar o fluxo de veículos e reduzir engarrafamentos em trechos críticos.
O BRT Transbrasil teve todas as estações inauguradas em março de 2024, no trecho que vai de Deodoro ao Terminal Gentileza. A primeira fase do projeto começou com a compra de novos articulados para o corredor viário da Avenida Brasil, que agora passa a contar com o reforço da integração metropolitana em Irajá.
Do Terminal Margaridas, os passageiros poderão acessar o Transbrasil e seguir para o Centro e para outras áreas atendidas pelo sistema, incluindo conexões com bairros da Zona Oeste. A prefeitura destaca que a ideia é facilitar o deslocamento de quem vem da Baixada para diferentes regiões da capital, sem depender apenas dos ônibus intermunicipais que entram na cidade.
Durante a apresentação do chamado “BRT Metropolitano”, a prefeitura associou o Terminal Margaridas a um redesenho mais amplo da integração tarifária entre Rio e Baixada. A proposta envolve uma nova versão do sistema de bilhetagem dos transportes municipais, batizada de Bilhete Único Metropolitano (BUM), que incluiria também as cidades da Baixada.
Para que esse modelo saia do papel, será necessária negociação com o Governo do Estado e com as prefeituras da Baixada Fluminense. A meta é que o passageiro possa fazer todo o trajeto de forma integrada, pagando apenas uma passagem, o que é considerado decisivo para a adesão em massa ao novo terminal e ao corredor Transbrasil.
A implementação do BUM e a definição de regras de integração ainda dependem desses acordos, incluindo como será feita a compensação entre empresas e sistemas de transporte diferentes.
A implantação do Terminal Margaridas exigiu intervenções no entorno do Trevo das Margaridas, um dos nós viários mais importantes da cidade, onde se cruzam a Avenida Brasil e a Via Dutra. O projeto previu ajustes em faixas de rolamento, acessos e conexões entre as duas vias para acomodar o fluxo de ônibus entrando e saindo do terminal.
Essas mudanças fazem parte de um conjunto de readequações viárias que buscam garantir o funcionamento do equipamento sem agravar os congestionamentos na região. O resultado efetivo, porém, dependerá da adesão das linhas intermunicipais ao novo esquema, da operação cotidiana e do monitoramento de trânsito nas primeiras semanas.
Cidades da Baixada que serão beneficiadas com o Terminal Margaridas
Foto: Reprodução/TV Globo
Com a abertura do Terminal Margaridas, alguns pontos seguem em fase de detalhamento e acompanhamento: