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    Polícia prende suspeitos de praticar o "Tribunal do Crime" em Minas

    Cinco pessoas foram detidas; 25 policiais participaram da operação

    Por Plox

    14/04/2021 20h25 - Atualizado há 5 meses

    Nessa terça-feira (13), as Polícias Civil e Militar de Minas Gerais realizaram a operação “Passarela”, visando combater o crime de tortura relacionado ao tráfico de drogas, na cidade de Tombos, na Zona da Mata mineira. Investigações apontaram que vítimas estariam sofrendo torturas físicas no município ao comprometer um suposto esquema de tráfico. Cinco pessoas foram presas, durante o cumprimento de cinco mandados de prisão. Além disso, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos resultando na localização de uma bucha de substância semelhante à maconha, bem como de aparelhos celulares.

    Polícia Civil realiza operação em Tombos. Foto: Divulgação/PCMG

     

    As investigações iniciaram na 38ª Delegacia de Polícia Civil em Tombos. “Após registros de ocorrência que indicavam que na cidade estaria havendo uma espécie de ‘Tribunal do Crime’, onde os envolvidos na mercancia de drogas recebiam ordens para ‘punir’ aqueles que pudessem falhar e colocar em risco o esquema de tráfico ilícito de drogas”, explicou o delegado José Geraldo Teixeira Júnior.

    Investigações apontaram que vítimas sofriam torturas físicas - entre elas, um adolescente e a companheira dele, grávida -, caso falhassem com as obrigações em meio à venda ilícita de drogas. No dia 15 de março, o casal foi levado até um terreno baldio - entre as ruas Jorge Elias e a Avenida Grilo-, no bairro São Sebastião, em Tombos, onde existe uma passarela ligando as duas ruas e, no local, os investigados desferiram golpes nos braços do adolescente, utilizando-se de um pedaço de madeira, causando lesões. Na ocasião, a vítima foi encaminhada à Casa de Caridade de Carangola. A mulher também teria sido agredida.

    Conforme informações do delegado, os trabalhos investigativos e preventivos na cidade continuam incessantemente. “São de suma importância. A investigação realizada por nossa equipe permitiu agir de forma a reprimir certas condutas que estavam ocorrendo no município, como a prática de tortura. Isso reforça o compromisso com o interesse público na apuração dos crimes, mantendo a ordem pública”, concluiu.

    A operação – denominada “Passarela” em alusão ao local onde o crime foi cometido - contou com a colaboração de 13 policiais civis lotados em unidades vinculadas à Delegacia Regional em Muriaé, além da equipe de 12 policiais militares, entre eles, do Pelotão de Tombos, de Faria Lemos e de Carangola, bem como da equipe da ROCCA (Ronda Ostensivas com Cães), da cidade de Muriaé.

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