Temporada de gripe começa mais cedo e casos graves por influenza quase dobram no Brasil em 2026
Levantamento aponta alta entre janeiro e meados de março; mais de 800 mortes por vírus respiratórios já foram registradas, e Contagem decretou emergência
A queda do dólar abaixo de R$ 5, registrada pela primeira vez em dois anos no fechamento do mercado de segunda-feira (13/04), não é vista como um movimento isolado e pode continuar nos próximos dias. O recuo reflete a convergência de fatores macroeconômicos domésticos e externos. Nesta terça-feira (14/4), a moeda abriu o pregão em baixa de 0,90%, cotada a R$ 4,97.
Notas de dólar
Foto: pexels
Na avaliação de Jaqueline Neo, Especialista em Câmbio e Crédito da InvestSmart XP, o diferencial de juros segue como o principal vetor. Segundo ela, o Brasil ainda oferece uma taxa real elevada em comparação às economias centrais, o que mantém o país atrativo para estratégias de carry trade e sustenta fluxos para a renda fixa local, mesmo em um ciclo de afrouxamento monetário.
o que mantém o país atrativo para estratégias de carry trade (estratégia financeira onde investidores tomam empréstimos em moedas com juros baixos para investir em ativos de países com juros altos), e sustenta fluxos para renda fixa local, mesmo em um ciclo de afrouxamento monetário.Jaqueline Neo
No ambiente externo, ela aponta que a expectativa de início de cortes de juros pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA) tem pressionado o dólar globalmente, favorecendo moedas emergentes, especialmente aquelas com fundamentos externos mais robustos.
No caso brasileiro, o setor externo também aparece como um pilar relevante. Para Jaqueline Neo, o superávit comercial consistente — apoiado pelo desempenho das commodities e do agronegócio — aumenta a oferta de dólares na economia e reduz a necessidade de financiamento externo no curto prazo.
Ela acrescenta que, apesar das incertezas fiscais ainda presentes, houve compressão de prêmios no curto prazo, com o mercado reduzindo a probabilidade de cenários mais adversos. Esse ajuste na percepção de risco contribui para a apreciação cambial.
Segundo a especialista, o câmbio brasileiro permanece altamente sensível à trajetória fiscal doméstica, às decisões de política monetária nos EUA e à evolução dos termos de troca. Alterações em qualquer desses vetores, afirma, podem reverter rapidamente a tendência observada.
Já Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, aponta que a melhora do humor externo — com sinais pontuais de possível retomada das negociações para a paz no Oriente Médio — e a recuperação das bolsas em Nova York também ajudaram a manter a moeda norte-americana em queda. No Brasil, ele destaca a resiliência do real, sustentada pelo diferencial de juros elevado, pelo fluxo externo e pelo patamar ainda alto do petróleo, fator que favorece os termos de troca e limitou uma alta mais expressiva do dólar.