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Nestas eleições, as duas pré-campanhas que hoje aparecem como favoritas trabalham com um cenário de disputa apertada, definida nos detalhes que podem deslocar votos entre os polos liderados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lula tentará a reeleição para um quarto mandato, enquanto Flávio foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no fim do ano passado. Desde então, o senador avançou nas pesquisas, indicando a força do bolsonarismo e, sobretudo, do sentimento anti-Lula.
Na busca por esses “detalhes”, as duas campanhas miram uma faixa do eleitorado que aparece nas pesquisas sem alinhamento aos extremos: nem Lula nem Flávio. Para ambos, esse grupo — em grande parte situado no centro do espectro político — se tornou alvo prioritário.
Nem um nem outro: a dura batalha de Lula e Flávio pelos eleitores do centro
Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR Andressa Anholete/Agência Senado
Com rejeição elevada, Lula avalia que precisa ampliar o alcance eleitoral com sinais de inovação no terceiro mandato, tarefa que tem mobilizado ministros e marqueteiros em meio ao pessimismo sobre o impacto eleitoral das ações do governo. A próxima aposta do presidente é adotar medidas para reduzir o endividamento das famílias, visto como fator central do mau humor coletivo e, na avaliação de integrantes do governo, capaz de alterar a percepção sobre programas voltados à melhoria das condições de vida.
Nesta segunda-feira, 13, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a liberação não será usada para a contratação de novas dívidas, mas para reduzir compromissos já existentes.
Não é aumentar a dívida, mas reduzir a dívida Geraldo Alckmin (PSB)
O programa, ainda em elaboração, também deve incluir linhas voltadas a caminhoneiros, motoristas de aplicativos e taxistas, além de apoio a setores como construção civil e fertilizantes.
Também com rejeição alta, Flávio Bolsonaro tenta ampliar a base eleitoral com uma apresentação descrita por aliados como uma espécie de “bolsonarismo light”, em busca do eleitor centrista. A pré-campanha trabalha a imagem do senador como uma atualização do bolsonarismo, combinando a continuidade do discurso mais radical com um tom mais moderado.
Como aceno ao eleitorado de Jair Bolsonaro, Flávio reforça símbolos e pautas que dialogam com a base conservadora mais radical. Ao mesmo tempo, testa ajustes no discurso para ampliar o alcance. Essa tentativa de moderação, porém, é pressionada por bandeiras permanentes do bolsonarismo, como a defesa do impeachment de ministros do STF e a anistia aos condenados pela trama golpista.
Para se aproximar de novos públicos, o senador também faz gestos que passam por pautas associadas à esquerda, como a inclusão LGBTQIAPN+ e a segurança alimentar para a população mais pobre. Em uma dessas sinalizações, declarou:
“Sou um Bolsonaro que toma vacina”