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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (14) que a guerra dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, contra o Irã é inconsequente e disse que o presidente norte-americano não precisa ameaçar o mundo. Lula também declarou solidariedade ao papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump nesta semana.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
As declarações foram dadas em entrevistas aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM. Para Lula, Trump faz um jogo de narrativas ao tentar agradar a população e reforçar a ideia de que os Estados Unidos seriam “país onipotente, daquele povo superior”. O presidente brasileiro disse admirar o país por ser a maior economia do mundo, atribuindo esse resultado à capacidade de trabalho do povo norte-americano.*
Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo Luiz Inácio Lula da Silva
Na mesma linha, Lula afirmou que as ameaças feitas por Trump não fazem bem para a democracia e voltou a criticar a ofensiva contra o Irã, ressaltando as consequências do conflito na economia, especialmente nos preços dos combustíveis.
No domingo (12), ao comentar críticas do papa sobre as ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, Trump afirmou que Leão XIV é “terrível em política externa” e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical. O pontífice respondeu que não tem medo do presidente norte-americano e disse acreditar na mensagem de paz do Evangelho.
Lula relatou ter se encontrado com o papa e disse ter saído bem impressionado. O presidente afirmou que queria demonstrar solidariedade ao pontífice e sustentou que a crítica feita por ele a Trump estava correta, acrescentando que ninguém precisa ter medo de ninguém.
Durante a entrevista, Lula também mencionou a parceria recente entre Brasil e Estados Unidos para o combate ao tráfico internacional de armas e drogas e comentou a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).
Segundo Lula, Ramagem deve retornar ao Brasil. O presidente contestou a versão de que a detenção teria ocorrido por uma infração de trânsito e afirmou que o ex-deputado foi condenado no Brasil e deve voltar para cumprir a pena.
A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que a prisão decorreu “de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”. Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi detido em Orlando, no estado da Flórida.
Em setembro do ano passado, conforme o texto, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito. Proibido de deixar o país, ele teria saído pela fronteira com a Guiana e embarcado para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.
O nome de Ramagem constava na lista de foragidos procurados da Interpol.