Bolsa Família: beneficiário pode trabalhar com carteira assinada sem perder o auxílio de imediato
Regra de Proteção mantém família no programa por até 12 meses com metade do valor quando a renda aumenta dentro do limite previsto
Nesta terça-feira (14), o senador Sergio Moro (PL-PR) criticou o presidente Lula (PT) após mudanças na composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Moro está entre os parlamentares que deixaram a comissão.
Senador Sergio Moro
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
– Lula manobrou a sua base para me retirar da CPI do Crime Organizado e assim obter a maioria governista para a rejeição do relatório do Senador Alessandro Vieira. Manobra vergonhosa de quem mente ao povo brasileiro. Finge ser favorável às investigações, enquanto na realidade é contra – destacou.
Sergio Moro
Aliados do governo Lula (PT) se articularam para barrar o relatório final da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento e a abertura de processo de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Para isso, governistas conseguiram mudar alguns integrantes do colegiado: saíram três senadores que votariam a favor do documento e entraram outros três parlamentares orientados a votar contra o texto. A movimentação, segundo informações do Estadão, atendeu a uma pressão de integrantes do STF, que acabaram como os principais alvos do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
A CPI tem 11 senadores titulares, dos quais dez votam, além de sete suplentes.
Deixaram o colegiado: Sérgio Moro (PL-PR), Wellington Fagundes (PL-MT), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Marcos do Val (Avante-ES). Moro, Kajuru e Do Val eram titulares e, conforme o texto original, votariam a favor do relatório.
Com as mudanças, entraram: Beto Faro (PT-PA), Marcos Rogério (PL-RO), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Teresa Leitão (PT-PE). Ainda segundo o texto, os dois petistas e Soraya se tornaram titulares e vão votar contra o documento de Alessandro Vieira.
O movimento buscou garantir maioria governista para a rejeição do relatório, em meio ao embate político em torno do texto final da comissão.