Operação mira cúpula financeira do PCC no Vale do Paraíba e litoral norte de SP

Polícia Civil cumpre mandados em seis cidades e registra três prisões em balanço preliminar; investigação aponta esquema de arrecadação e lavagem de dinheiro do tráfico

14/04/2026 às 09:28 por Redação Plox

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (14), uma operação para prender pessoas ligadas à cúpula financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Vale do Paraíba e no litoral norte de São Paulo. Em balanço preliminar, três pessoas foram presas — uma delas apontada como responsável pelo setor financeiro da facção criminosa.



Segundo as investigações, o grupo mantinha um esquema estruturado para recolher dinheiro da venda de drogas e de outras atividades ilícitas do crime organizado.

Operação da Polícia Civil contra cúpula financeira do PCC cumpre seis mandados de prisão e 10 de busca e apreensão.

Operação da Polícia Civil contra cúpula financeira do PCC cumpre seis mandados de prisão e 10 de busca e apreensão.

Foto: Divulgação / Polícia Civil.

Mandados no interior e no litoral paulista

A Justiça decretou a prisão temporária de seis pessoas, incluindo o líder do financeiro do PCC. Além disso, a operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à organização.


As diligências ocorrem em São José dos Campos, Guaratinguetá e Lorena, no interior do estado, e em São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande, no litoral paulista.

Como o esquema foi identificado

Fontes ouvidas  relataram que o esquema começou a ser descoberto após a abordagem de uma mulher. Ela foi flagrada transportando quase R$ 8 mil, depois de sair do litoral norte de São Paulo com destino a São José dos Campos.


De acordo com o relato, o dinheiro apresentava forte odor de entorpecentes, o que reforçou a suspeita de que os valores fossem provenientes do tráfico de drogas.

Estrutura “organizada e hierarquizada”

A investigação apontou que a cúpula era “organizada, estável e hierarquizada”, com funções específicas para cada integrante, incluindo transporte e arrecadação do dinheiro obtido com a venda de drogas no Vale do Paraíba e no litoral norte.


Para se comunicar, o grupo utilizava palavras cifradas, telefones de terceiros e uma rotina operacional voltada à ocultação do dinheiro.


Até o momento, três pessoas foram presas, incluindo o chefe do setor financeiro. Segundo a apuração, ele coordenava a arrecadação e a logística, com atribuições como o gerenciamento do fluxo financeiro, a ocultação e a lavagem de valores.

A operação segue em andamento.

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