Suspeito de importunação sexual e assédio contra funcionária é preso preventivamente em Manhuaçu

Investigação da Polícia Civil, conduzida pela Deam, aponta que o empregador teria condicionado adiantamento salarial a ato sexual e tocado a vítima sem consentimento; mandado foi cumprido em Simonésia

14/04/2026 às 06:55 por Redação Plox

Um homem suspeito de cometer crimes de importunação sexual e assédio contra uma funcionária foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais, em um caso apurado em Manhuaçu. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) do município, que também concluiu o inquérito policial.

Segundo as investigações, o suspeito, na condição de empregador, teria se aproveitado da relação de hierarquia e da vulnerabilidade financeira da vítima para adotar comportamentos de cunho sexual desde o início do vínculo profissional, em setembro de 2025. Testemunhas relataram que ele fazia investidas constantes e oferecia benefícios no trabalho e vantagens financeiras em troca de favorecimento íntimo.

Ainda conforme o que foi levantado, ele teria sugerido à vítima que aceitar um relacionamento poderia significar oportunidades de crescimento profissional.

Ainda conforme o que foi levantado, ele teria sugerido à vítima que aceitar um relacionamento poderia significar oportunidades de crescimento profissional.

Foto: Divulgação/Polícia Civil


Investidas e propostas teriam sido intermediadas no ambiente de trabalho

A apuração indica que o investigado chegou a pedir que colegas de trabalho intermediassem as propostas. Ainda conforme o que foi levantado, ele teria sugerido à vítima que aceitar um relacionamento poderia significar oportunidades de crescimento profissional.

Vítima teria sido encurralada após recusar condição para adiantamento

O episódio apontado como mais grave teria ocorrido quando a jovem solicitou um adiantamento salarial de cerca de R$ 900 para despesas acadêmicas. De acordo com o que foi apurado, o empregador condicionou a liberação do valor à prática de ato sexual.

Diante da recusa, a vítima teria ido ao escritório para confrontá-lo, quando, ainda segundo a investigação, foi encurralada e tocada sem consentimento. A situação teria sido interrompida com a chegada de uma terceira pessoa, que interveio.

Denúncia foi registrada após procura à polícia em fevereiro de 2026

O caso se tornou público em fevereiro de 2026, depois que o irmão da vítima procurou a polícia para registrar a denúncia. Durante a investigação, uma testemunha também afirmou ter sido ameaçada pelo suspeito para não confirmar os fatos.

Mandado foi cumprido em Simonésia

Com base nas provas reunidas, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva, autorizada pela Justiça. O mandado foi cumprido no último sábado (11), em Simonésia, no distrito de Alegria.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

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