Técnica em enfermagem dribla o desemprego e vende seus sapatos em rua de Campo Grande

14/05/2019 10:30

Fernanda cuidava de um idoso, mas perdeu o emprego ao mudar de cidade no começo deste ano

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Uma técnica em enfermagem desempregada deu um jeitinho de ganhar dinheiro com seus sapatos e bolsas usados. Moradora de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Fernanda Castro, 32 anos, resolveu expor suas mercadorias em frente o Aeroporto Internacional do Mato Grosso, e a rua mesmo serviu de comércio.

Mulher levou sapatos para vender na rua após perceber o quanto era consumista — Foto: Fernanda Castro/Arquivo Pessoal

Foto: Redes sociais/Reprodução

Ela, que está sem emprego desde janeiro, levou aproximadamente 60 pares de calçados de marca para o local, os vendendo por R$ 50 cada par. O preço é bem abaixo do que Fernanda pagou por eles, mas serviu para que a técnica em enfermagem vendesse quase todos os produtos. Ela também já havia feito fotos dos produtos e divulgado nas redes sociais. A mulher juntou sandálias, tênis, rasteirinhas, mules, e várias outras peças, e à luta: "Eu fui com o carro, abri atrás e fiquei ali na frente do aeroporto esperando as clientes. Para facilitar, coloquei o preço único de R$ 50, de sapatos que eu usei poucas vezes ou ainda nem tinha usado. No caso das bolsas, a mesma coisa. Em seguida, a mulherada foi chegando e levando quase tudo”, relatou. 

Desempregada, mulher levou sapatos e bolsas para vender na rua em MS — Foto: Redes sociais/Reprodução

Foto: Redes sociais/Reprodução

 

Fernanda era cuidadora, mas perdeu o emprego ao mudar de cidade. Hoje ela tenta trabalhar em qualquer área que surgir oportunidade. O pontapé para que Fernanda tomasse a atitude de passar seus sapatos para frente, foi após se dar conta de sua mania de adquirir as coisas, quando teve que fazer uma sapateira para seus calçados e para as bolsas que tinha em casa. "Foram cerca de 60 pares e esse dinheiro vai me ajudar muito. É muito abaixo do que eu paguei, mas, foi um start porque percebi que não preciso de tudo isto para viver. Eu era muito consumista e estava precisando de dinheiro. A gente também nunca espera nada de pior na família e, quando acontece, tem que dar um jeito". Ainda que a atitude não seja definitiva, será um suporte, já que Fernanda precisava do dinheiro. 

Atualizada às 18h06



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