Após reclamações sobre o preço do arroz, Procon fiscaliza estabelecimentos em Governador Valadares

Operação visa checar denúncias e educar consumidores sobre a situação atual do mercado

Por Plox

14/05/2024 16h57 - Atualizado há 4 dias

Em Governador Valadares, o Procon Regional do Leste de Minas deu início, nesta segunda-feira (13), a uma operação de fiscalização intensificada em estabelecimentos comerciais. A medida responde a múltiplas denúncias sobre a possível escassez de arroz nas prateleiras e o consequente aumento dos preços. A iniciativa não apenas busca verificar as reclamações, mas também tem como meta orientar os consumidores sobre como proceder no atual cenário de mercado.

Foto: reprodução/ Pixabay

Relatos de consumidores indicam que a venda do arroz tem sido limitada por cliente, um reflexo direto da preocupação com a falta do produto. Esta preocupação foi inflamada por notícias falsas decorrentes das recentes chuvas no Rio Grande do Sul, estado que responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz. Tais informações incorretas geraram um temor de escassez iminente entre a população.

Carolinne Vianna, Coordenadora-Geral do Procon Regional Leste de Minas, destacou que, apesar das preocupações, não há motivos para pânico. "De acordo com os monitoramentos de notícias nacionais, a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) assegura que não enfrentaremos uma escassez do grão. A safra que já foi colhida é suficiente para atender ao mercado nacional", explicou Vianna.

Além de esclarecer a situação, Vianna fez um alerta sobre as consequências do comportamento precipitado dos consumidores que, ao estocarem grandes quantidades de arroz, acabam por esvaziar as prateleiras e, inadvertidamente, pressionam os preços para cima. "Essa reação exagerada dos consumidores está causando uma perturbação no mercado que, se continuar, poderá levar a aumentos de preços devido à lei de oferta e demanda", concluiu a coordenadora.

A ação do Procon visa não apenas a garantia da justiça nos preços, mas também promover um ambiente de consumo mais informado e tranquilo.

 

 

 

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