Escassez no Pantanal e enchentes no Rio Grande do Sul destacam extremos climáticos

Crise hídrica impacta sul e centro-oeste do Brasil

Por Plox

14/05/2024 10h28 - Atualizado há 8 dias

Em uma dramática ilustração dos extremos climáticos, o Rio Grande do Sul enfrenta enchentes devastadoras ao mesmo tempo que o Pantanal, abrangendo os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sofre com uma severa seca. Essa situação alarmante é evidenciada pela medida de emergência adotada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que reconheceu oficialmente a "Escassez quantitativa dos recursos hídricos da Região Hidrográfica do Paraguai".

Foto: Pixabay/Reprodução

Impacto regional e medidas adotadas

O nível de água do rio Paraguai atingiu em abril o menor valor já registrado em algumas estações de monitoramento, um cenário preocupante que perdura desde o início do ano. Diante dessa realidade, a ANA decretou restrições ao uso da água até o dia 31 de outubro, com possibilidade de extensão dessa medida, dependendo da avaliação dos resultados obtidos. Essa situação afeta não só o abastecimento de cidades como Cuiabá (MT) e Corumbá (MS), mas também a navegação, a geração de energia hidrelétrica e as atividades de pesca, turismo e lazer na região.

Adicionalmente, a ANA intensificou o monitoramento hidrológico para identificar impactos e propor medidas de prevenção e mitigação. A agência também trabalha na definição de regras especiais de uso da água e na fiscalização de seu cumprimento, ao mesmo tempo em que facilita a declaração de situação de calamidade ou emergência pelos municípios e estados afetados, agilizando o reconhecimento e o auxílio pelo Executivo federal.

 

Dimensão da região afetada

A Região Hidrográfica do Paraguai, que ocupa 4,3% do território brasileiro, inclui a maior parte do Pantanal-mato-grossense e possui uma densidade demográfica significativamente inferior à média nacional. Essa bacia hidrográfica também se estende pelas áreas da Bolívia e do Paraguai, com o rio Paraguai percorrendo um total de 2.582km desde sua nascente na Serra dos Parecis até a foz na Argentina, cruzando fronteiras internacionais e desempenhando um papel vital para a biodiversidade e a economia regional.

 

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