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    Busca de indigenista e jornalista na Amazônia causa angústia em familiares

    O principal suspeito pelo desaparecimento é Amarildo Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado"

    Por Plox

    14/06/2022 22h23 - Atualizado há 12 dias

    Os familiares do jornalista britânico Dom Phillips relataram em uma nota o desencontro de informações sobre o paradeiro dele e do indigenista Bruno Pereira. Para eles, a situação é angustiante. Os dois estão desaparecidos desde o domingo, 05 de junho, quando transitavam pelo Vale do Javari, indo da comunidade São Rafael para Atalaia do Norte, no oeste do Amazonas.

    A família do jornalista foi informada pela embaixada brasileira em Londres que corpos foram encontrados na Amazônia, entretanto, a Polícia Federal (PF) e organizações indígenas desmentiram a informação: “Fomos avisados por telefone que dois corpos foram encontrados, mas não foram identificados”.

    Veja o vídeo:

     

     

    O ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que a busca pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista britânico Dom Philips continuará sendo feita com tudo que estiver ao alcance do governo até esgotar todas as possibilidades.

    “As buscas continuam, como eu me comprometi. Eu estive com a ministra do Reino Unido (Vicky Ford) nos Estados Unidos, conversamos sobre o assunto e me comprometi de que tudo que estiver ao alcance do governo brasileiro será feito. Nós não esgotaremos os trabalhos antes de esgotarem todas as possibilidades de busca naquela região. É uma região extremamente complicada, extremamente distante da capital, Manaus. As buscas continuam, desde o primeiro momento o governo federal colocou as Forças Armadas, a Polícia Federal, a própria Funai. Os órgãos estão trabalhando em conjunto com os órgãos estaduais", comentou Anderson Torres em evento no Rio de Janeiro nesta terça-feira (14).

    O principal suspeito pelo desaparecimento é Amarildo Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado". Ele tem histórico de ameaças a indígenas e envolvimento com o tráfico de drogas. “Pelado” está detido há uma semana e seria o intermediário do crime encomendado por uma organização criminosa.

    Por conta do trabalho de Dom e Bruno, que denunciavam crimes na Amazônia, um traficante do Peru, líder de uma organização criminosa, teria contratado Amarildo para executá-los. A Polícia Federal (PF) encontrou no domingo (12) objetos como roupas, mochila, notebook, chinelos e botas, próximo à casa de 'Pelado', pertencentes a ambos.


     

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