Novo avanço em Stanford pode ser a chave para tratar disfunção erétil

Pesquisadores de Stanford detectaram rota cerebral do desejo sexual nos homens; descoberta pode ajudar na criação de novos remédios para disfunção erétil

Por Plox

14/08/2023 07h16 - Atualizado há 10 meses

Pesquisadores da Universidade de Stanford, localizada nos Estados Unidos, anunciaram uma descoberta que tem o potencial de transformar a forma como entendemos o desejo sexual masculino. Eles identificaram um circuito específico no cérebro que funciona como um "interruptor", podendo ativar ou desativar a libido em homens. O estudo detalhado, que apresenta o mecanismo encontrado no hipotálamo pré-optico, foi publicado na prestigiada revista científica "Cell".

 

Foto: Freepik

Testes com camundongos esclarecem a atuação do circuito

Para chegar a essa descoberta, uma série de testes foi realizada com camundongos. A equipe de pesquisadores, liderada por Nirao Shah, professor de Psiquiatria e Neurobiologia, rastreou a rota desde o momento em que o macho percebe a fêmea até o acionamento do desejo sexual.

Segundo o professor Shah: "Se desligarmos esse circuito, os machos simplesmente não acasalam, mesmo que reconheçam a fêmea. Por outro lado, ao ativarmos essas células, eles retomam o acasalamento, inclusive logo após a ejaculação".

Esta última parte da descoberta chama atenção, já que, em geral, mamíferos machos necessitam de um período para recuperar o desejo sexual, o chamado período refratário. No caso dos camundongos, este intervalo é de cerca de cinco dias.

Implicações para o tratamento da disfunção erétil

Este avanço científico aponta um novo horizonte no tratamento da disfunção erétil. A possibilidade de desenvolvimento de medicamentos que atuam diretamente neste "interruptor" cerebral é promissora, visto que poderiam ser alternativas ao Viagra, o qual atua nos vasos sanguíneos. Acredita-se que esses medicamentos hipotéticos teriam menos efeitos colaterais que os disponíveis no mercado atualmente.

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