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Nova descoberta sugere que Marte possui um oceano de água líquida no subsolo, potencialmente criando ambientes habitáveis. A descoberta foi possível graças às medições sísmicas da sonda Mars InSight da Nasa.

Cientistas anunciaram recentemente que Marte pode abrigar uma vasta quantidade de água líquida em seu subsolo, o suficiente para formar um oceano global. A revelação, publicada na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", se baseia em medições sísmicas realizadas pela sonda Mars InSight, que operou entre 2018 e 2022.
Localização e profundidade do oceano subterrâneo
De acordo com os dados, essa água estaria situada entre 11,5 e 20 km de profundidade na crosta marciana. As análises sugerem que essa substância teria se infiltrado no solo há bilhões de anos, quando o Planeta Vermelho ainda possuía rios, lagos e, possivelmente, grandes oceanos. A sonda InSight, antes de encerrar suas operações, registrou mais de 1300 tremores no planeta, os quais ajudaram os cientistas a identificar a possível presença de água subterrânea.
Evidências anteriores e reforços ao estudo
Não é a primeira vez que evidências de água líquida em Marte são discutidas. Em 2018, um estudo publicado na revista "Science" já havia apontado para a existência de água salobra em estado líquido sob o polo sul do planeta, reforçado por novas descobertas em 2020. No entanto, o estudo mais recente oferece uma explicação mais abrangente para a presença de água em outras regiões de Marte, como em Elysium Planitia, onde a InSight estava localizada.
Possíveis implicações para a vida em Marte
Apesar da descoberta, Vashan Wright, líder do estudo e pesquisador do Scripps Institution of Oceanography, da Universidade da Califórnia em San Diego, enfatiza que a presença de água não garante a existência de vida em Marte. "Nossos achados indicam que podem existir ambientes que potencialmente seriam habitáveis", afirmou Wright em entrevista à agência AP. Para uma confirmação mais concreta da presença de água e a busca por sinais de vida microbiana, serão necessários equipamentos perfuratrizes e outras tecnologias avançadas.
Análise contínua dos dados da InSight
Embora a sonda InSight não esteja mais em operação, os dados coletados durante seus quatro anos de missão continuam a ser analisados pelos cientistas, proporcionando novas informações sobre o interior do Planeta Vermelho. Marte, há mais de 3 bilhões de anos, era um planeta úmido, mas a perda de sua atmosfera transformou-o no mundo árido que conhecemos hoje. Acredita-se que grande parte dessa antiga água ou escapou para o espaço ou permanece enterrada abaixo da superfície, como sugerem as novas descobertas.

Esta pesquisa abre novas possibilidades para futuras missões e estudos sobre o passado hidrológico de Marte, além de renovar o interesse sobre a potencial habitabilidade do planeta.