Lula defende divulgação integral de dados das investigações sobre o Banco Master
Presidente criticou vazamentos seletivos e cobrou transparência para todos os envolvidos no caso, em meio a tensões no STF.
A entidade afirma que a mudança busca alinhar o voleibol brasileiro à Política de Proteção da Categoria Feminina divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em março de 2026 e aos critérios já adotados pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol. O COI estabelece a triagem do gene SRY como critério inicial para determinar a elegibilidade na categoria feminina.
Tifanny Abreu, única atleta trans na elite do vôlei nacional
Foto: reprodução/Instagram (@tifannyabreu10)
Pela política da CBV, a atleta que apresentar resultado SRY-negativo atenderá de forma permanente ao critério de elegibilidade por sexo, salvo eventual problema técnico que coloque o exame em dúvida. Já quem tiver resultado SRY-positivo somente poderá competir no feminino em situações excepcionais, como casos de Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa (CAIS) ou outra condição XY-DSD rara que, após avaliação especializada, seja considerada compatível com a exceção prevista pela entidade.
A triagem será aplicada de forma geral às atletas que pretendam disputar a categoria feminina e poderá ser realizada por saliva, esfregaço da mucosa bucal ou sangue. A CBV proíbe que uma atleta seja escolhida individualmente para o exame apenas por aparência física, expressão de gênero, nome, rumores ou exposição na mídia.
A realização do teste não será obrigatória sob pena disciplinar. A política estabelece que a atleta pode recusar a triagem, mas, nesse caso, ficará sem a comprovação necessária de elegibilidade e não poderá competir na categoria feminina. Testes já realizados para entidades como FIVB, CSV ou COI poderão ser aceitos se atenderem aos requisitos técnicos estabelecidos pela CBV.
A nova política entra em vigor para a Superliga A e B da temporada 2026/2027, a Supercopa do Brasil 2026, a Copa Brasil 2027, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia Adulto 2027 e o CBVP Challenger 2027, além das edições seguintes enquanto a norma permanecer vigente. Resultados, títulos e participações ocorridos antes da mudança não serão afetados.
Segundo o presidente da CBV, Radamés Lattari, a alteração pretende manter os campeonatos brasileiros sob parâmetros semelhantes aos das competições internacionais. A política também determina que resultados de exames genéticos e informações médicas sejam tratados como dados pessoais sensíveis e impede a divulgação pública da causa médica ou genética relacionada à condição de jogo de uma atleta.