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Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo com idade entre 6 meses e 59 anos devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a proteção contra o sarampo.
Vacinação contra o sarampo
Foto: Freepik
A recomendação do Ministério da Saúde amplia temporariamente a vacinação nos três municípios diante da identificação de casos ligados à importação do vírus.
A medida vale durante a Campanha de Multivacinação, iniciada em 3 de agosto e prevista para seguir até 1º de setembro. A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No calendário de rotina, crianças recebem a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Para adolescentes e adultos, a orientação depende do histórico vacinal: pessoas de até 29 anos precisam ter duas doses registradas; entre 30 e 59 anos, é indicada pelo menos uma dose para quem não tem comprovação de vacinação anterior. Trabalhadores da saúde devem ter duas doses, independentemente da idade.
Na estratégia excepcional adotada nos três municípios paulistas, a oferta foi estendida de forma indiscriminada para a faixa entre 6 meses e 59 anos. A orientação é levar documento de identificação e, se disponível, a caderneta de vacinação para avaliação na unidade de saúde.
A chamada dose zero é uma aplicação antecipada da tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias em cenários de risco epidemiológico, como surtos ou circulação do vírus. A medida busca ampliar a proteção de crianças pequenas, mais vulneráveis a complicações do sarampo.
Essa dose adicional não substitui o esquema regular. Mesmo após receber a dose zero, a criança deve tomar normalmente as doses previstas aos 12 e aos 15 meses.
A tríplice viral é produzida com vírus vivos atenuados e é contraindicada para gestantes, crianças com menos de 6 meses, pessoas com imunossupressão grave e quem teve reação alérgica grave a uma dose anterior ou a componentes da vacina, como a neomicina. Pessoas imunossuprimidas devem receber avaliação individual de profissionais de saúde antes de qualquer indicação.
Pessoas com alergia comprovada à proteína do leite de vaca não devem deixar de procurar a unidade de saúde: o Ministério orienta que elas sejam vacinadas com imunizante de fabricante adequado, conforme a disponibilidade e a avaliação da equipe de vacinação. Mulheres em idade fértil também devem evitar engravidar por um mês após a aplicação.
O sarampo é uma doença altamente transmissível e pode provocar complicações, sobretudo em crianças pequenas e pessoas não imunizadas. A recomendação para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo busca interromper a cadeia de transmissão e elevar a cobertura vacinal nas cidades.