Maioria dos brasileiros não se consideram de direita, nem de esquerda, diz pesquisa Ipec

A pesquisa aponta que 37% das pessoas se identificam com o centro, 35% com a direita e 26% com a esquerda

Por Plox

14/09/2022 09h39 - Atualizado há quase 3 anos

A maioria dos eleitores brasileiros não se consideram nem de direita, nem de esquerda, mas, de  centro, é o que diz a nova pesquisa Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) - ex-Ibope - divulgada nesta segunda-feira (12/9). A pesquisa aponta que 37% das pessoas se identificam com o centro, 35% com a direita e 26% com a esquerda. 

O Ipec pediu que os eleitores se classificassem entre 0 a 10. Onde 0, seria totalmente de direita (conservador), e 10, totalmente de esquerda (progressita). Os que se consideram completamente conservadores ou tradicionais são 27% e como completamente modernos ou progressistas totalmente de esquerda são 23%. Nesta questão foi pedido que levassem em consideração questões como “igualdade entre homens e mulheres, orientação sexual ou os papéis de cada membro da família”.



Entre os entrevistados, os que estão do lado mais conservador, de 0 a 4, somaram 43%, contra 38% dos que estão do lado mais liberal, de 6 a 10. Entre o conservadorismo e o progressismo estão 17%, isso é, que ficaram no meio e 2% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

O percentual das pessoas consideradas completamente tradicionais é maior entre evangélicos (37%), moradores da região Centro-Oeste (33%) e da região Sul (32%) do país e com ensino fundamental (32%). 

Foto: José Cruz / Agência Brasil


A quantidade de pessoas consideradas totalmente progressistas é maior entre eleitores sem religião ou que não professam a fé cristã (30%), com ensino superior (29%), e de cor ou raça diferente de branca ou negra (30%).

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e ouviu 2.512 pessoas entre os dias 9 e 11 de setembro deste ano em 158 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01390/2022.

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