Corregedor do TSE suspende bloqueio e libera canal de Janones no WhatsApp
Decisão provisória permite a retomada das atividades do "Exército do Lula"; caso ainda será analisado pelo plenário do TSE.
As ruas do país, que em outras épocas foram palco de grandes manifestações organizadas pela esquerda, hoje parecem ter sido dominadas pela direita. Esse cenário ficou evidente no último 7 de Setembro, quando atos em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro tomaram conta das principais capitais. Em Belo Horizonte, a Praça da Liberdade se encheu de apoiadores e reuniu figuras políticas como os deputados Nikolas Ferreira (PL) e Bruno Engler (PL), além de líderes religiosos católicos e evangélicos.
Foto: Reprodução No mesmo dia, um grupo menor se concentrou na Praça Raul Soares, também na capital mineira, em manifestações organizadas por setores da esquerda. Entre os presentes estavam o deputado federal Rogério Correia (PT) e o vereador Pedro Rousseff (PT). A diferença de público se repetiu em São Paulo, onde o governador Romeu Zema (Novo) marcou presença nos atos pró-Bolsonaro, e no Rio de Janeiro.
Outro especialista, Carlos Ranulfo, também professor da UFMG, reforça que a direita tem sido mais eficaz em articular mobilizações, especialmente por meio das redes sociais, enquanto a esquerda não conseguiu manter o mesmo alcance. “Desde o impeachment da Dilma, a esquerda não consegue mais colocar grandes multidões nas ruas. No governo Temer isso não aconteceu, no de Bolsonaro também não, e agora se repete. A direita mantém muito mais capacidade de mobilização”, avaliou.
Assim, enquanto a direita consegue manter o ritmo das mobilizações em defesa de sua principal liderança, a esquerda busca caminhos para recuperar a presença popular que já teve nas ruas brasileiras.