Crise financeira de MG: Rodrigo Pacheco se reúne com Lula

Pacheco atua como um intermediário governo estadual para buscar uma solução para a dívida de Minas com a União

Por Plox

14/11/2023 16h12 - Atualizado há 5 meses

A solução para a dívida bilionária de Minas Gerais com a União foi assunto de reunião do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite desta segunda-feira (13), no Palácio do Planalto. Durante a reunião, que teve aproximadamente uma hora de duração, o senador atuou como intermediário do pedido feito pelo governador do Estado, Romeu Zema (Novo), em virtude da ausência de diálogo entre o mineiro e o petista.

 

Em nota, Pacheco afirmou que o encontro com Lula teve como objetivo discutir as "pautas de interesse do país e do Senado Federal" e abordar a situação fiscal de Minas Gerais. Ele destacou suas preocupações diante da crise fiscal do estado, solicitando uma proposta que será formulada em breve para análise da União, visando equacionar a questão da dívida.

Além disso, Pacheco anunciou planos de se reunir com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Tadeu Leite, na quinta-feira (16), e pretende agendar, o mais breve possível, uma reunião com Zema e a equipe técnica do Ministério da Fazenda. Seu objetivo é sugerir, além do que foi proposto pela equipe de Zema, um encontro de contas entre a União e o Estado, considerando as perdas de Minas Gerais devido à Lei Kandir, visando ao menos a redução do valor do débito.

O pedido de Zema para a intermediação ocorreu após o governador se ver em um beco sem saída. A única via até então articulada por ele seria a autorização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Entretanto, o prazo para tal vence em 20 de dezembro, e os deputados estaduais indicaram que não aprovarão o projeto, devido às contrapartidas consideradas onerosas para o governo estadual, como privatização de empresas estatais e congelamento de reajustes salariais.

Sem aprovação, o Estado enfrentaria um desembolso de R$ 18 bilhões da dívida no próximo ano, totalizando R$ 156,2 bilhões. Na semana passada, Pacheco já havia se disposto a intermediar uma solução entre os governos Zema e Lula, apresentando um projeto paralelo para a dívida, considerada "impagável" e capaz de colapsar a situação fiscal de Minas, conforme afirmou em entrevista anterior.

 

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