Alckmin prevê acordo Mercosul-União Europeia em vigor no segundo semestre

Vice-presidente diz que tratado, já aprovado pela Comissão Europeia e com assinatura formal marcada para 17 de janeiro, deve passar pelos Parlamentos dos dois blocos ainda em 2025, enquanto governo monitora tensões entre EUA e Irã e possíveis sanções comerciais

15/01/2026 às 11:09 por Redação Plox

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (15/1), em Brasília, que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) deve passar a valer a partir do segundo semestre deste ano.

Vice-presidente apontou que relação comercial entre Brasil e Irã é ‘pequena’; EUA ameaçaram sancionar todos os países que fizerem ‘negócios’ com o Irã.

Vice-presidente apontou que relação comercial entre Brasil e Irã é ‘pequena’; EUA ameaçaram sancionar todos os países que fizerem ‘negócios’ com o Irã.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.



O tratado foi aprovado pela Comissão Europeia na última sexta-feira (9/1) e está previsto para ser formalmente assinado no próximo sábado (17/1). Após a assinatura, o texto seguirá para apreciação dos Parlamentos de cada país-membro dos dois blocos — são cinco integrantes no Mercosul e 27 na União Europeia. Com a aprovação legislativa, o acordo passa, então, a vigorar.

Avaliação do governo brasileiro sobre o cronograma

Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, demonstrou confiança em uma tramitação rápida no Congresso Nacional. A expectativa do governo é que o Legislativo brasileiro conclua a análise do tratado ainda no primeiro semestre.


Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, ele detalhou o fluxo previsto para a implementação do tratado:

Assina no sábado. Depois de assinado, o Parlamento Europeu aprova e nós aprovamos, internalizando o acordo. A expectativa é de aprovação ainda neste primeiro semestre, para que ele entre em vigência no segundo semestre.

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

A conclusão do acordo com a União Europeia, após uma sequência de impasses e adiamentos, foi amplamente comemorada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por integrantes do governo federal. A iniciativa é tratada no Planalto como uma das principais apostas da política externa brasileira em 2025, com potencial de ampliar mercados para produtos nacionais e atrair novos investimentos.

Relação com o Irã e possível sanção dos EUA

Na mesma entrevista, Alckmin comentou a sinalização do governo dos Estados Unidos de impor sanções a países que mantiverem relações comerciais com o Irã. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump, mas ainda não foi formalizada.


O vice-presidente procurou reduzir a percepção de risco para o Brasil ao destacar o peso relativamente limitado dessa parceria na pauta externa brasileira, afirmando que a relação econômica entre os dois países é considerada pequena no conjunto do comércio exterior nacional.


Segundo ele, o governo brasileiro ainda aguarda definições sobre o alcance das eventuais sanções, como quais tipos de produtos, operações comerciais e investimentos seriam afetados e se haveria sobretaxa generalizada.


Nos últimos dias, Trump voltou a elevar o tom em relação ao Irã, sinalizando a possibilidade de intervenção no país e enviando recados diretos aos manifestantes iranianos. Em uma dessas mensagens, afirmou que “a ajusta está a caminho”. O governo brasileiro, por sua vez, diz acompanhar a escalada de tensões com preocupação, diante dos potenciais reflexos geopolíticos e econômicos da crise.

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