Salva-vidas morre afogado em parque aquático e família fala em 'ralo sem tampa'
Família responsabiliza Wet’n Wild por suposta negligência e afirma que bomba de sucção ligada e ralo sem tampa teriam prendido jovem por 15 minutos; parque nega falhas de segurança e diz colaborar com investigações
15/01/2026 às 09:31por Redação Plox
15/01/2026 às 09:31
— por Redação Plox
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Familiares do salva-vidas Guilherme da Guerra Domingos, de 24 anos, atribuem responsabilidade direta ao parque aquático Wet’n Wild, no interior de São Paulo, pela morte do jovem, ocorrida na última terça-feira (13/1). Guilherme, que era líder da equipe de socorristas, se afogou em uma das atrações após mergulhar para resgatar a aliança de um visitante.
Familiares do salva-vidas Guilherme da Guerra Domingos, de 24 anos, afirmam que o parque aquático Wet’n Wild, no interior de São Paulo, é diretamente responsável pela morte do jovem, na última terça-feira (13/1).
Foto: Reprodução / Internet.
Segundo um parente, a administração do parque teria liberado o uso da atração mesmo com a bomba de sucção ligada e um ralo sem tampa, o que, na visão da família, caracteriza negligência na operação do equipamento.
Versões divergentes sobre a causa da morte
Inicialmente, foi informado que Guilherme havia passado mal subitamente enquanto atuava em uma intervenção no brinquedo. O boletim de ocorrência, porém, aponta outro cenário: o documento registra que o salva-vidas foi sugado por um ralo e ficou preso no sistema de sucção.
O registro policial, classificado como morte suspeita, relata que colegas perceberam o que havia ocorrido e tentaram resgatar o profissional. Após ser retirado da água e receber os primeiros socorros, ele foi encaminhado pelo Samu ao Hospital Nossa Senhora Aparecida, onde teve o óbito por afogamento confirmado.
Familiares afirmam ainda que a força da sucção causou um grande hematoma escuro na lateral do corpo do jovem, que teria permanecido cerca de 15 minutos submerso, enquanto outros socorristas tentavam aliviar a pressão exercida pelo sistema de bombeamento.
Trajetória e perfil do salva-vidas
Guilherme trabalhava no Wet’n Wild havia cerca de dois anos e, em outubro de 2025, foi promovido a chefe dos salva-vidas. De acordo com relatos de pessoas próximas, ele era visto como um profissional dedicado, descrito como amável, alegre e carinhoso, e que demonstrava entusiasmo pelo trabalho.
Posicionamento do Wet’n Wild
Procurado para comentar a acusação de negligência feita pela família, o Wet’n Wild informou que colabora com as autoridades para esclarecer o incidente. A empresa afirma que a segurança de visitantes e funcionários é tratada como prioridade e diz adotar critérios rígidos e vistorias regulares nas atrações.
Guilherme da Guerra Domingos, 24 anos, era líder dos salva-vidas do parque e morreu afogado após mergulhar para pegar aliança de visitante.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
O parque ressaltou que a atração Water Bomb, onde ocorreu o afogamento, está em funcionamento há 17 anos, sem registros anteriores de ocorrências. Segundo o empreendimento, o sistema hidráulico do local é composto por drenos laterais, posicionados em direção oposta à saída dos toboáguas, por onde os visitantes deixam a piscina.
Após o episódio, funcionários do Wet’n Wild foram ao Hospital Nossa Senhora Aparecida para acompanhar a situação e prestar apoio à família do colaborador. A empresa afirma manter contato com os parentes e se declara à disposição para oferecer suporte.
Em nota, o parque destacou também que seus salva-vidas são certificados por uma equipe norte-americana e passam por treinamentos e reciclagens mensais, incluindo procedimentos de segurança, resgate aquático e atendimento a emergências. O Wet’n Wild sustenta possuir todas as licenças necessárias para operar e diz estar comprometido com a segurança de visitantes e funcionários, além de colaborar com as investigações em andamento.
Suspensão das atividades e investigações
Na primeira manifestação pública sobre o caso, o parque confirmou a morte do colaborador, mencionando que ele teve “uma intercorrência após realizar uma intervenção em uma das atrações”. De acordo com o comunicado, a situação foi rapidamente identificada por outros profissionais, que iniciaram o resgate seguindo protocolos internos de segurança. Guilherme recebeu atendimento médico no local e foi levado ao hospital mais próximo, onde a morte foi confirmada.
Em respeito ao funcionário e aos demais colaboradores, o Wet’n Wild informou que suspendeu as atividades do parque no período da tarde do dia do incidente. No dia seguinte, o estabelecimento também permaneceu fechado, conforme comunicado no site oficial, enquanto autoridades e empresa prosseguiam com as apurações sobre as circunstâncias do afogamento.