Henri Castelli deixa o BBB 26 após crise convulsiva; saiba como agir em emergências
Ator sofreu duas convulsões durante prova do líder e precisou deixar o reality; especialistas explicam causas, diferença para epilepsia e orientam primeiros socorros
15/01/2026 às 08:27por Redação Plox
15/01/2026 às 08:27
— por Redação Plox
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O ator Henri Castelli deixou o BBB 26 após sofrer uma crise convulsiva dentro da casa. Segundo a produção do programa, ele foi colocado em observação depois de apresentar duas convulsões e, por orientação médica, precisou deixar o reality.
Henri participava da prova do líder quando teve a primeira convulsão. Ele foi socorrido imediatamente pela equipe, encaminhado a um hospital e passou por uma bateria de exames. Liberado inicialmente para retornar ao programa, o ator sofreu uma nova convulsão em seguida e voltou a ser hospitalizado, o que levou à sua saída definitiva do confinamento.
O ator Henri Castelli deixou o BBB 26 após sofrer uma crise convulsiva.
Foto: Reprodução / Globo.
O que é uma crise convulsiva
A convulsão é uma contração muscular involuntária, marcada por movimentos desordenados e, em geral, perda de consciência. De acordo com o Ministério da Saúde, o quadro é provocado por uma excitação anormal da camada externa do cérebro, uma espécie de falha elétrica temporária no sistema nervoso.
A médica neurologista Taíssa Ferrari Marinho, especialista em epilepsia e neurofisiologia clínica, destaca que a crise convulsiva é um dos tipos de crises epilépticas mais conhecidos justamente por ser bastante visível.
Ela explica que, nesses episódios, o paciente costuma perder a consciência, parar de responder, cair no chão e apresentar movimentos rítmicos nos braços e nas pernas. A crise geralmente dura entre 1 e 2 minutos e, nesse intervalo, a pessoa não consegue se defender ou se proteger, o que aumenta o risco de quedas e machucados.
A neurologista Camila Hobi, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), complementa que a convulsão resulta de uma alteração na atividade elétrica do cérebro. Dependendo da região afetada, o paciente pode permanecer acordado ou perder a consciência. No tipo mais associado ao termo convulsão, a chamada crise tônico-clônica generalizada, há perda de consciência, abalos nos membros, possível liberação de esfíncteres e, depois, sonolência ou confusão.
Por que as convulsões acontecem
As causas de uma crise convulsiva são diversas. O episódio pode ser desencadeado por:
Trauma na cabeça;
AVC;
Infecções como meningite;
Tumores cerebrais;
Falta de oxigênio no cérebro;
Hipoglicemia em diabéticos;
Uso ou retirada de certos medicamentos;
Epilepsia, caracterizada por crises recorrentes.
Especialistas ressaltam que nem toda convulsão significa epilepsia. Há crises sintomáticas agudas, provocadas por algum evento novo no cérebro, como trauma ou sangramento, que podem ocorrer em pessoas sem diagnóstico prévio da doença.
Como reconhecer uma crise convulsiva
Segundo Taíssa, o quadro costuma começar com um som alto e involuntário, conhecido como “grito epiléptico”, seguido de rigidez dos membros e movimentos descoordenados. Quando a pessoa para de responder e passa a se debater, o episódio pode ser uma crise epiléptica, e o ideal é buscar ajuda imediatamente.
A médica explica ainda que, ao final da crise, é comum que o paciente fique sonolento e sinta fraqueza. Essa sensação pode se prolongar por horas, como parte do chamado período pós-crítico.
O que fazer ao presenciar uma crise
O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Epilepsia orientam que, ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser manter a calma e acionar o SAMU (192). Em seguida, recomenda-se deitar a pessoa de lado, para evitar sufocamento com saliva, e afastar objetos que possam causar ferimentos, como óculos, relógios e móveis.
Os órgãos reforçam que não se deve segurar a pessoa à força nem tentar impedir os movimentos. Outro ponto importante é não colocar as mãos dentro da boca da vítima, já que os músculos da mandíbula também se contraem de forma involuntária e o risco de mordida acidental é alto. Após a crise, o indicado é deixar a pessoa descansar e observar sua recuperação.
Se o episódio durar mais de dois minutos ou não cessar espontaneamente, o quadro indica que o cérebro não conseguiu reverter a alteração elétrica por conta própria, tornando o atendimento médico urgente imprescindível.
Primeiro episódio exige atendimento
Em casos de primeira crise convulsiva, a orientação de neurologistas é que o paciente seja levado ao pronto-socorro para avaliação imediata e investigação das causas. Já para pessoas que convivem com epilepsia e conhecem os próprios gatilhos, o atendimento emergencial pode não ser necessário em todas as crises, desde que o episódio tenha terminado sem machucados ou alterações prolongadas de consciência.
Epilepsia tem tratamento
Na maior parte dos casos, a epilepsia não tem cura definitiva, mas conta com tratamento eficaz. Medicamentos anticrise conseguem controlar as descargas elétricas anormais e estabilizar o quadro. Alguns tipos de epilepsia na infância podem se resolver espontaneamente ao longo do desenvolvimento.
Em situações selecionadas, cirurgias também podem ser indicadas, especialmente quando há uma lesão localizada no cérebro que possa ser removida, o que pode levar ao controle completo das crises.
Profissionais de saúde reforçam que qualquer pessoa pode, a qualquer momento, presenciar uma crise convulsiva. Por isso, saber reconhecer o quadro e agir de forma adequada pode fazer diferença no desfecho do atendimento e na segurança da vítima.