LIRAa 2026 aponta índice elevado de infestação do Aedes aegypti em Ipatinga

Primeiro levantamento do ano registra 6,2% de infestação predial na área urbana; Prefeitura alerta para risco de dengue, zika e chikungunya e reforça medidas de prevenção

15/01/2026 às 08:27 por Redação Plox

A Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o resultado do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo apontou um Índice de Infestação Predial (IP) de 6,2% na área urbana do município, percentual considerado elevado diante do risco de proliferação do mosquito transmissor de doenças.

O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro.

Mesmo com a manutenção de um cenário preocupante, os dados indicam melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice registrado foi de 7,4%

Mesmo com a manutenção de um cenário preocupante, os dados indicam melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice registrado foi de 7,4%

Foto: Divulgação/Agência Minas


Mesmo com a manutenção de um cenário preocupante, os dados indicam melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice registrado foi de 7,4%.

Bairros concentram maiores índices de infestação

De acordo com a SMS, os bairros Bom Jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa registraram os maiores índices de infestação, todos com 10,9%. Os menores percentuais foram observados nos bairros Tiradentes e Canaã, ambos com 2,1%. Já Granjas Vagalume e Bethânia apresentaram índice intermediário, de 4,5%.

Outras regiões também chamam atenção pelos números elevados: Limoeiro, Chácara Madalena, Córrego Novo, Barra Alegre e Chácara Oliveira tiveram índice de 9,2%; Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro e Parque Ipanema registraram 7,4%; Veneza, 6,7%; Caravelas e Jardim Panorama, 6,5%; Cidade Nobre, Iguaçu, Canaãzinho e Vila Militar, 5,5%; Vila Celeste, 5,4%; e Esperança e Ideal, 4,7%.

População é peça-chave para reduzir focos do mosquito

A Secretaria de Saúde reforça que o controle do Aedes aegypti depende da participação ativa dos moradores na eliminação de criadouros. Entre as principais recomendações estão o uso de areia nos pratos de plantas, a vedação adequada de caixas-d’água, a cobertura de piscinas e reservatórios e a retirada de qualquer objeto que possa acumular água parada.

O Aedes aegypti é o mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya, e o período chuvoso cria condições favoráveis para sua reprodução. A combinação de altas temperaturas e chuva amplia o risco de aumento dos casos dessas doenças, exigindo atenção redobrada da população.

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