Malafaia acusa Alexandre de Moraes de colocar vida de Bolsonaro em risco
Pastor critica negativa de prisão domiciliar ao ex-presidente, questiona investigação sobre atentado de 2018 e vê tratamento desigual da Justiça em relação a líderes da direita
15/01/2026 às 09:10por Redação Plox
15/01/2026 às 09:10
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O pastor Silas Malafaia divulgou nesta quarta-feira (14) um vídeo em que questiona se o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende levar o ex-presidente Jair Bolsonaro à morte ao negar, sucessivamente, os pedidos de prisão domiciliar apresentados pela defesa do ex-chefe do Executivo.
Pastor Silas Malafaia
Foto: Reprodução/ Print de vídeo redes sociais Silas Malafaia
No material, o líder evangélico destaca a condição de saúde delicada de Bolsonaro, que em 2018 foi esfaqueado por um ex-militante do PSOL em Juiz de Fora (MG). Malafaia afirma que, se a vítima daquele atentado tivesse sido uma figura ligada à esquerda, a Polícia Federal já teria identificado o mandante do crime, mas, por se tratar de Bolsonaro, o caso não teria sido aprofundado.
Questionamentos sobre sindicância e atuação do STF
Ao longo do vídeo, Malafaia também critica a decisão de Alexandre de Moraes de barrar uma sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o atendimento médico recebido por Bolsonaro em 6 de janeiro, quando o ex-presidente caiu em sua cela na sede da Polícia Federal.
O pastor sustenta que a atuação do ministro representa, em sua visão, uma afronta ao órgão que fiscaliza médicos em todo o país e insiste que o ex-presidente deveria ter direito à prisão domiciliar diante do histórico de problemas de saúde.
Caso Clezão e comparações com outras decisões judiciais
Malafaia relembra ainda o caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que, mesmo com problemas graves de saúde, permaneceu preso na Penitenciária da Papuda até morrer em 20 de novembro de 2023, aos 46 anos, após passar mal durante o banho de sol.
Na gravação, o pastor relata que Bolsonaro foi encontrado desmaiado em uma sala trancada na sede da Polícia Federal e insiste que o ex-presidente deveria receber tratamento especial em razão do seu quadro de saúde e da condição de ex-chefe de Estado.
Ele também compara a situação de Bolsonaro à do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve o direito de cumprir sua pena em regime de prisão domiciliar por problemas de saúde considerados menos graves do que os atribuídos a Bolsonaro. Para Malafaia, a diferença de tratamento entre os dois casos evidencia uma postura injusta da Justiça em relação ao líder da direita.