Vice-prefeito de Itaúna segue foragido e fica fora de decisão do TRF-6 sobre Operação Rejeito
Hidelbrando Canabrava, que deixou o Brasil dois dias antes da deflagração da Operação Rejeito, não foi alcançado por habeas corpus que beneficiou apenas investigados em prisão preventiva e pode ter nome incluído na lista da Interpol
15/01/2026 às 08:01por Redação Plox
15/01/2026 às 08:01
— por Redação Plox
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O vice-prefeito de Itaúna, na região Central de Minas Gerais, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL), ficou de fora da decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) que, nesta quarta-feira (14/1), determinou a soltura de investigados da Operação Rejeito que estavam em prisão preventiva desde setembro de 2025.
Hidelbrando teve a prisão solicitada pela Polícia Federal (PF) na mesma investigação, mas não chegou a ser detido. Dois dias antes da deflagração da Operação Rejeito, ele embarcou para os Estados Unidos e, desde então, é considerado foragido.
Hildebrando é de uma família de políticos; à distância, conseguiu suspender cassação do mandato que corre na Câmara de Itaúna
Foto: Reprodução/Rede social
Decisão do TRF-6 não alcança vice-prefeito
Enquanto os investigados que estavam sob análise do TRF-6 deixaram a prisão e passaram a cumprir medidas cautelares — como monitoramento eletrônico e restrições de circulação —, a situação do vice-prefeito permanece inalterada. A decisão da Corte se refere apenas aos presos preventivos, e Hidelbrando não estava sob custódia quando o tribunal determinou a soltura.
O habeas corpus concedido pelo TRF-6 não cita o vice-prefeito, justamente porque ele não foi preso no curso da operação. A reportagem questionou a Polícia Federal se a decisão poderia ter algum impacto em relação a Hidelbrando, mas o órgão não havia respondido até a publicação desta matéria. O tribunal também foi procurado e não se manifestou. Caso haja retorno, a matéria será atualizada.
PF avalia inclusão na lista da Interpol
De acordo com documento da PF obtido pela Câmara Municipal de Itaúna, o vice-prefeito não havia retornado ao Brasil ao menos até 15 de dezembro de 2025. Nesta semana, a Polícia Federal informou a O TEMPO que pediria à Justiça Federal a inclusão do nome de Hidelbrando na lista da Interpol, ampliando o alcance das buscas fora do país.
Além de alvo da Operação Rejeito, o vice-prefeito responde a processo de cassação na Câmara de Itaúna. Mesmo estando fora do Brasil, ele conseguiu, à distância, suspender o andamento desse procedimento, mantendo o mandato em vigor enquanto prosseguem as disputas judiciais.
Defesa mantém silêncio sobre o caso
A defesa de Hidelbrando informou que, por ora, não irá se manifestar sobre a decisão do TRF-6 nem sobre os desdobramentos da Operação Rejeito e dos pedidos da Polícia Federal.