“Existe um tempo para cada coisa”, diz Michelle sobre apoio a Flávio Bolsonaro em 2026
Ex-primeira-dama reage a cobranças por maior engajamento na pré-campanha do senador ao Planalto, fala em “narrativas” e pede que apoiadores evitem “armadilhas” que gerariam divisão
15/02/2026 às 21:13por Redação Plox
15/02/2026 às 21:13
— por Redação Plox
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Michelle Bolsonaro reagiu nas redes sociais às cobranças sobre seu nível de engajamento na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência em 2026. Ao comentar uma notícia que apontava que ela não faria campanha para o filho do ex-presidente, afirmou que “existe um tempo para cada coisa” e reforçou um apelo por unidade no campo bolsonarista, criticando quem estaria “semeando divisão”.
Michelle Bolsonaro minimiza questionamentos sobre apoio à campanha de Flávio Bolsonaro nas eleições de outubro
Foto: Reprodução
Reação às cobranças nas redes sociais
De acordo com relato publicado neste domingo (15), Michelle compartilhou em suas redes uma matéria que sugeria sua ausência na campanha de Flávio e escreveu que “inventam narrativas”. Em seguida, publicou que “existe um tempo para cada coisa” e pediu que apoiadores não caiam em “armadilhas” de “inimigos e de falsos aliados”.
A movimentação ocorre em meio a ruídos internos no bolsonarismo desde que Flávio passou a ser tratado como pré-candidato ao Planalto com respaldo de Jair Bolsonaro. A cobrança por um apoio mais explícito de Michelle ganhou força porque ela é vista como um ativo eleitoral relevante, sobretudo entre mulheres e evangélicos — segmentos nos quais dirigentes e aliados do PL avaliam que ela tem forte capacidade de mobilização.
Pressão por unidade e disputa de protagonismo
Até agora, a manifestação pública mais direta de Michelle sobre o tema é a própria postagem em que pede unidade e indica que há tentativa de divisão no grupo. A escolha de sublinhar que “existe um tempo para cada coisa” funciona como resposta às pressões por um alinhamento imediato à pré-candidatura de Flávio, sem, porém, detalhar qual será seu papel efetivo na campanha.
Na cúpula partidária, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou em entrevista que Flávio precisaria de nomes com voto “na linha de frente”, citando Michelle, Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira como peças importantes para o projeto. A avaliação reforça, entre aliados, que o engajamento de Michelle é considerado estratégico para a viabilidade eleitoral da pré-campanha.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou em declaração anterior à imprensa que conta com Michelle justamente pelo alcance dela entre mulheres e evangélicos, negando que haja divisão interna no clã.
Efeitos sobre o eleitorado e o PL
Para o eleitor, a mensagem de Michelle tenta conter desgaste e reduzir a percepção de racha no grupo, algo que pode influenciar a confiança de apoiadores e a capacidade de unificação do campo conservador.
Para o PL e seus aliados, as falas públicas aumentam a pressão para que a pré-campanha de Flávio apresente uma “imagem de time”, com Michelle aparecendo em agendas, eventos e ações de comunicação. Dirigentes tratam essa presença como fator de competitividade, na expectativa de que sua participação reforce a musculatura eleitoral do projeto para 2026.
No cenário mais amplo da disputa presidencial, o episódio evidencia que a disputa não se dá apenas contra adversários externos, mas também na coordenação de palanques, definição de prioridades e gestão de protagonismos dentro do próprio grupo bolsonarista — especialmente diante da expectativa pública sobre o papel de Michelle na eleição.
O que observar daqui para frente
Nos bastidores, a principal variável acompanhada será a postura de Michelle nas próximas semanas. A participação em eventos presenciais e agendas públicas ao lado de Flávio seria um indicador concreto de alinhamento, reduzindo ruídos sobre eventual distanciamento.
Também deve seguir no radar a posição do PL, tanto na figura de Valdemar Costa Neto quanto de lideranças estaduais, em relação à estratégia de campanha e composição de alianças. A forma como o tema for tratado por veículos nacionais e por integrantes do próprio grupo Bolsonaro tende a revelar mais detalhes sobre bastidores e disputas internas, hoje marcados por versões concorrentes e por uma intensa disputa de narrativa em torno de qual será, de fato, o “tempo” e o espaço de Michelle em 2026.