Lula alfineta Bolsonaro e diz que hospitais federais no RJ eram usados como moeda de troca
Durante a inauguração do novo Centro de Emergência 24 horas do Hospital Federal Cardoso Fontes, presidente afirmou que unidades federais no estado foram usadas em campanhas e defendeu gestão técnica para blindar interferências político-partidárias.
15/02/2026 às 14:21por Redação Plox
15/02/2026 às 14:21
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (15) que hospitais federais no Rio de Janeiro eram usados politicamente como “peça de troca” em períodos eleitorais, em uma crítica direcionada ao governo Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante a inauguração do novo Centro de Emergência 24 horas do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.
Ao comentar a situação da rede federal no estado, Lula disse que o Cardoso Fontes e outros hospitais federais no Rio “sempre” foram utilizados politicamente em campanhas, associando o histórico das unidades a acordos eleitorais e interferências na gestão.
Presidente Lula diz que hospitais federais eram usados como 'moeda de troca' na política
Foto: Ricardo Stuckert/ PR
Lula vincula obras a gestão técnica e críticas ao passado
No discurso, o presidente relacionou a reestruturação do Cardoso Fontes e a entrega do novo Centro de Emergência 24 horas a uma mudança de lógica na administração dos hospitais federais. Ele defendeu que as melhorias físicas e de atendimento representam “dignidade e decência” no serviço público de saúde.
Lula comparou a aparência do hospital reformado à de uma unidade privada, ressaltando que se trata de atendimento pelo SUS. Ao mesmo tempo, reforçou a necessidade de blindar a gestão hospitalar de interferências político-partidárias, argumentando que as unidades devem ser conduzidas por critérios técnicos.
A agenda no Rio marcou a entrega do novo Centro de Emergência 24 horas para crianças e adultos, parte do processo de reestruturação do Hospital Federal Cardoso Fontes, que passou por mudanças de gestão e investimentos nos últimos anos.
Plano de reestruturação dos hospitais federais no Rio
O Ministério da Saúde vem divulgando, desde 2025, ações de um plano de requalificação e reestruturação dos hospitais federais no Rio de Janeiro, incluindo o Cardoso Fontes e o Hospital do Andaraí. Essas iniciativas envolvem a entrega de novas instalações e ampliação de serviços.
Em nota institucional publicada em dezembro de 2025, a pasta informou investimentos e medidas de modernização nas unidades, vinculando o pacote ao programa “Agora Tem Especialistas” e à retomada e ampliação de atendimentos. As ações incluem reformas, reorganização de fluxos e expansão de áreas de atendimento.
Na fala deste domingo, Lula associou diretamente a recuperação da estrutura hospitalar à necessidade de impedir que a rede federal volte a ser usada como instrumento de barganha eleitoral. Ele reforçou a defesa de uma gestão baseada em parâmetros técnicos e não em alianças políticas.
Impactos para pacientes, política e gestão
Na prática, a inauguração do Centro de Emergência 24 horas no Cardoso Fontes tende a ampliar a capacidade de atendimento de urgência e emergência na Zona Oeste do Rio, região com alta demanda por serviços hospitalares do SUS.
Do ponto de vista político, o discurso de Lula insere o tema da saúde pública no centro da disputa em 2026, ao atribuir ao passado o uso político de hospitais federais e associar sua gestão à tentativa de romper com esse padrão. Segundo relatos de coberturas, o presidente também pediu mobilização contra desinformação, conectando a pauta da saúde ao embate eleitoral.
Na esfera administrativa, a municipalização e os modelos de parceria de gestão, citados em reportagens e comunicações oficiais, aparecem como ponto sensível do debate. Essas mudanças alteram a forma de administração, com potencial impacto sobre metas, custeio e oferta de serviços na rede federal do Rio.
O que acompanhar daqui para frente
Entre os próximos passos, está a divulgação de detalhes técnicos sobre o novo Centro de Emergência 24 horas do Cardoso Fontes, como capacidade instalada, composição de equipes, fluxo de atendimento e metas, caso esses dados sejam apresentados pela Prefeitura do Rio e pelo Ministério da Saúde.
No campo político, a tendência é que aliados de Jair Bolsonaro e parlamentares da oposição reajam às declarações de Lula, que fez uma crítica direta ao uso dos hospitais federais em campanhas eleitorais, mantendo o tema em evidência no debate público.
Também deve ser monitorada a continuidade do plano de reestruturação dos hospitais federais no estado, incluindo unidades como Andaraí e Bonsucesso, com atenção para o cronograma de entregas e para a divulgação de valores e etapas futuras.