Lula diz que Covid-19 mostrou força do SUS e cita: ‘Deus escreve certo por linha torta’
Em discurso divulgado pelo Planalto, presidente afirma que a pandemia evidenciou a necessidade de uma estrutura pública para enfrentar emergências, critica a condução do governo federal anterior e volta a defender financiamento e combate à desinformação.
15/02/2026 às 13:06por Redação Plox
15/02/2026 às 13:06
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a usar a pandemia de Covid-19 como exemplo para defender o Sistema Único de Saúde (SUS). Em discurso divulgado pelo Palácio do Planalto, ele afirmou que a crise sanitária expôs a necessidade da estrutura pública para enfrentar tanto a emergência quanto o avanço do negacionismo, recorrendo ao ditado popular “Deus escreve certo por linha torta” ao falar sobre o papel do sistema.
O presidente Lula durante a inauguração de um hospital no Rio de Janeiro
Foto: Ricardo Stucker/PR
Lula associa pandemia à “força do SUS”
No pronunciamento, Lula destacou que o Brasil contava com o SUS quando “veio a Covid-19” e atribuiu ao sistema público um papel decisivo no enfrentamento da pandemia. Ao mesmo tempo, criticou a forma como o governo federal da época conduziu a crise, relacionando o número de mortes à ausência de coordenação e à defesa de tratamentos sem eficácia comprovada.
A defesa do SUS como política estruturante tem sido repetida em diferentes eventos recentes. Em agendas públicas de 2026, Lula retomou o tema ao falar em uma “disputa entre a verdade e a mentira” na área da saúde, citando que até o próprio SUS se tornou alvo de desinformação e de fake news.
Críticas à gestão da crise e defesa de continuidade
De acordo com o texto oficial do Planalto, o presidente sustenta que o SUS foi essencial para evitar um cenário ainda mais grave durante a pandemia. Ele associa parte das mortes à falta de “bom senso” e à inexistência de uma coordenação nacional de enfrentamento no governo anterior.
Em 2026, em cerimônia registrada pela imprensa, Lula também reforçou a necessidade de continuidade de projetos vinculados ao SUS, argumentando que iniciativas na área não deveriam ser interrompidas sob a justificativa de falta de recursos. A mensagem vai na direção de manter investimento regular em políticas públicas de saúde.
Pressão sobre financiamento e combate à desinformação
No campo prático, as falas do presidente interferem no debate sobre financiamento do SUS, ao pressionar a agenda de investimentos e a priorização de programas federais, especialmente em um contexto de disputa política e de anúncios na área da saúde.
Ao vincular pandemia, SUS e desinformação, o governo também sinaliza que o combate às fake news em saúde deve seguir como pauta permanente, com reflexos em campanhas de comunicação pública, parcerias institucionais e ações voltadas à população.
Politicamente, a leitura de que a Covid-19 “mostrou a força do SUS” consolida a narrativa de defesa do sistema público e reabre disputas sobre as responsabilidades e decisões adotadas no auge da crise sanitária.
Agenda futura e disputa no Congresso
Os próximos movimentos incluem monitorar se o Planalto e o Ministério da Saúde vão detalhar novas medidas ligadas ao financiamento, à digitalização e à ampliação de serviços do SUS, temas já mencionados por Lula em compromissos recentes.
Também é esperado acompanhamento da agenda do governo em 2026, com possíveis anúncios do PAC Saúde e de iniciativas de comunicação voltadas à desinformação. Em paralelo, seguirá no radar a repercussão no Congresso e entre entidades do setor sobre propostas de custeio e expansão de programas, em meio à disputa por recursos e prioridades na área da saúde.