Pesquisa Quaest: 53% dizem confiar nas urnas eletrônicas e 43% afirmam desconfiar

Levantamento divulgado em 15/2 mostra que a desconfiança é maior entre evangélicos e eleitores de Jair Bolsonaro no 2º turno de 2022, além de ser mais elevada no Sul e no Centro-Oeste/Norte

15/02/2026 às 21:09 por Redação Plox

Pouco mais da metade da população brasileira afirma confiar nas urnas eletrônicas. Levantamento Genial/Quaest, realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro e divulgado neste domingo (15/2), mostra que 53% dos entrevistados dizem confiar no sistema de votação, enquanto 43% declaram não confiar.

Levantamento revela que desconfiança sobre as urnas atinge 52% dos evangélicos

Levantamento revela que desconfiança sobre as urnas atinge 52% dos evangélicos

Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE


Desconfiança é maior entre evangélicos e eleitores de Bolsonaro

Os dados apontam que a desconfiança em relação às urnas é mais intensa entre evangélicos, grupo em que 52% dizem não confiar no sistema eletrônico de votação.

Entre os eleitores que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, o percentual de desconfiança chega a 69%. Nos últimos anos de mandato, sobretudo nos meses que antecederam o pleito de 2022, Bolsonaro colocou em dúvida, em diversas ocasiões, a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Direita bolsonarista lidera descrença nas urnas

O levantamento também mostra diferença expressiva dentro do espectro de direita. Entre os que hoje se declaram bolsonaristas, 77% desconfiam das urnas. Já entre aqueles identificados como direita não-bolsonarista, a taxa de desconfiança é de 65%.

Nordeste concentra maior confiança no sistema eletrônico

Na análise regional, a pesquisa indica que a desconfiança é mais elevada nas regiões Sul e Centro-Oeste/Norte, onde 48% dos entrevistados dizem não confiar nas urnas. No Nordeste, porém, 59% afirmam confiar no sistema eletrônico de votação, enquanto no Sudeste o índice de confiança é de 54%.

Metodologia da pesquisa Genial/Quaest

A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, por meio de coleta domiciliar. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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