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A ofensiva recente no Oriente Médio já extrapola o território iraniano e envolve uma rede de países diretamente atingidos ou sob forte impacto da escalada militar. Os ataques lançados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro desencadearam uma reação em cadeia, com reflexos humanitários, riscos à aviação e alerta consular para brasileiros. Na região, o conflito passa a incluir não apenas o eixo Irã–Israel–EUA, mas também países do Golfo e uma frente paralela no Líbano.
Guerra do Irã
Foto: Redes Sociais
Em 28 de fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã, ponto de inflexão que inaugurou a fase atual do confronto e elevou o nível de alerta em todo o Oriente Médio.
Na sequência, a retaliação iraniana e a ampliação do confronto passaram a atingir, direta ou indiretamente, países vizinhos e pontos estratégicos da região. Em cobertura ao vivo, o jornal El País relatou que ações ligadas à resposta iraniana já teriam alcançado 13 países, incluindo Israel, vários países do Golfo, além de locais como Chipre e Azerbaijão.
Paralelamente, o Líbano foi arrastado para o centro da crise, com intensificação de ataques e relatos de agravamento da situação humanitária e de deslocamentos internos em grande escala, segundo registros da ONU e de veículos internacionais.
No eixo central do confronto estão Irã, Israel e Estados Unidos, hoje o núcleo militar e político da escalada.
A partir deles, a lista de países afetados direta ou indiretamente pela retaliação iraniana e pelo alastramento do conflito inclui nações do Golfo e vizinhos: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia aparecem em relatos e repercussões sobre ataques, riscos de novos bombardeios e tensão regional.
O Líbano desponta como uma frente de guerra paralela, com aumento de ações militares e de deslocamentos internos, alimentando temores de uma extensão mais ampla do conflito para praticamente todo o Oriente Médio.
Há, porém, uma ressalva importante: a definição de que a guerra “atinge praticamente todos os países do Oriente Médio” ainda depende da consolidação de dados. Diferentes coberturas usam critérios variados para classificar se um país foi “atingido”, “envolvido”, “afetado” ou está apenas “em alerta”. O quadro mais consistente até o momento é o de um conflito que já transbordou o eixo Irã–Israel e alcançou múltiplos países do Golfo, além do Líbano.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial em 28 de fevereiro de 2026, às 9h35, na qual se posiciona sobre os ataques e informa que a situação está sendo acompanhada pelas embaixadas brasileiras na região.
Dados humanitários citados pela Agência Brasil, com base em informações atribuídas ao sistema ONU/Acnur, indicam mais de 275 mil deslocados em países afetados após o início da escalada em 28 de fevereiro de 2026, com menções a deslocamentos tanto no Irã quanto em outros países da região.
Na frente libanesa, reportagem apoiada em informações da ONU e em imagens da Reuters descreve um cenário de crise aguda, com números elevados de deslocados e mortes de crianças após novos ataques e a intensificação dos combates no país.
Com a guerra se expandindo e alcançando diferentes pontos do Oriente Médio, o Itamaraty emitiu orientações e recomendações de segurança a brasileiros na região. Entre os alertas, estão o pedido para evitar deslocamentos a áreas de risco e a indicação de que se busque abrigo em caso de ataques.
A aviação também sente os efeitos da escalada. A ampliação do conflito tende a afetar rotas aéreas e operações em aeroportos estratégicos do Oriente Médio, com impacto sobre conexões internacionais, inclusive para passageiros que voam do Brasil por hubs do Golfo.
No campo econômico, análises repercutidas no noticiário brasileiro apontam que a instabilidade eleva a percepção de risco sobre a oferta e a logística de petróleo, o que pode pressionar o mercado global de energia e combustíveis.
Do ponto de vista diplomático, a expectativa é de intensificação do monitoramento por parte do governo brasileiro, com mais esclarecimentos sobre a posição do país e eventuais medidas consulares adicionais. Segundo a TV Senado, está previsto um debate institucional no Senado sobre o tema.
No plano humanitário, alertas ligados à ONU apontam tendência de pressão crescente sobre a capacidade de resposta em países afetados, especialmente diante de novos deslocamentos internos e de danos à infraestrutura civil.
A lista de países diretamente “envolvidos” ou “atingidos” pela guerra segue em constante mudança, à medida que surgem novos ataques, interceptações e declarações oficiais. Em meio ao avanço da escalada e à disseminação de desinformação, a recomendação é acompanhar de perto comunicados de governos e de organismos internacionais, além de checagens especializadas, para entender como a guerra no Irã se expande e atinge praticamente todos os países do Oriente Médio em diferentes graus de impacto.