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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou alvo de forte reação de parlamentares de direita após ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, em 11 de março de 2026. Em meio à disputa política, passou a circular a informação de que o Partido Novo teria pedido a cassação do mandato da parlamentar por “misoginia”. Até a manhã de domingo (15/03/2026), contudo, a reportagem não encontrou registro público verificável desse suposto protocolo em canais oficiais consultados, motivo pelo qual o caso permanece como informação ainda em apuração.
Erika Hilton
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Na quarta-feira (11/03/2026), Erika Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A votação foi marcada por protestos, discursos de oposição e contestação à escolha de seu nome, com parte dos críticos defendendo que o colegiado deveria ser comandado por uma mulher cisgênero.
Após a eleição, a deputada afirmou que pretende conduzir os trabalhos com foco na pluralidade e no enfrentamento à violência contra mulheres, incluindo tanto mulheres cis quanto mulheres trans. A partir daí, intensificou-se o embate político em torno da legitimidade da presidência da comissão.
Nos dias seguintes, ganhou força a alegação de que o Partido Novo teria apresentado um pedido de cassação contra Erika Hilton por “misoginia”. Até o momento da checagem, porém, não foi localizada publicação oficial do Novo nem documento do Conselho de Ética que comprove o protocolo de uma representação com esse teor. A ausência desse registro não impede que o pedido exista, mas indica que ainda não há confirmação documental pública nas fontes analisadas.
O Portal da Câmara dos Deputados registrou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e detalhou o contexto de divergência política durante a instalação do colegiado. No material consultado, entretanto, não aparece menção a eventual pedido de cassação apresentado pelo Partido Novo por “misoginia”.
Em conteúdo divulgado pela Rádio Câmara, Erika Hilton reforçou que a comissão deve tratar da proteção e da dignidade de todas as mulheres, sem exceção, com foco no enfrentamento de diferentes formas de violência.
Caso um pedido de cassação ou representação por quebra de decoro venha a ser de fato protocolado, o trâmite usual prevê análise de admissibilidade e processamento no Conselho de Ética. As sanções possíveis vão de advertência ou censura até a perda do mandato, a depender do enquadramento e do desfecho do processo. Esse cenário, porém, depende da confirmação de que o protocolo foi realizado e do conteúdo efetivo da representação.
No curto prazo, o principal impacto político é o aumento da pressão sobre a presidência da Comissão da Mulher e a intensificação do embate entre oposição e aliados em torno da permanência e da legitimidade de Erika Hilton à frente do colegiado.
A apuração segue com foco em três frentes principais:
Até que esses elementos sejam confirmados, o “pedido de cassação de Erika Hilton por ‘misoginia’ atribuído ao Partido Novo” permanece em condição de informação não comprovada nos registros públicos acessados, em processo de verificação.