Ex-presidente Jair Bolsonaro e as joias apreendidas pela Receita Federal

Bolsonaro relatou que determinou que Gomes estabelecesse contato com o ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente coronel Mauro Cid, para tratar do assunto.

Por Plox

15/04/2023 08h44 - Atualizado há mais de 2 anos

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal no dia 5 de abril, no qual afirmou ter conversado com o ex-chefe da Receita Federal, Júlio César Vieira Gomes, sobre as joias dadas a ele e à primeira-dama Michele Bolsonaro pelo governo da Arábia Saudita. Essas joias foram apreendidas pela Receita no Aeroporto de Guarulhos. Bolsonaro relatou que determinou que Gomes estabelecesse contato com o ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente coronel Mauro Cid, para tratar do assunto.

Contato entre Bolsonaro e ex-chefe da Receita

Segundo Bolsonaro, o contato com Gomes ocorreu enquanto Mauro Cid buscava informações sobre as joias apreendidas, a pedido do próprio ex-presidente. Bolsonaro alegou que só soube da apreensão em novembro de 2022, apesar de ela ter acontecido no ano anterior.

Detalhes do depoimento

O depoimento completo de Bolsonaro foi divulgado pela jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil, e confirmado pelo Estadão. No depoimento, o ex-presidente disse não se lembrar de quem o informou sobre a apreensão, mas acredita que pode ter sido alguém do Ministério de Minas e Energia. As joias foram encontradas na mochila de um ex-assessor do ex-ministro Bento Albuquerque, titular da pasta. Bolsonaro negou ter conversado com Albuquerque sobre o caso.

Recebimento de presentes em visitas ao Oriente Médio

O ex-presidente afirmou à Polícia Federal que é comum receber presentes em visitas ao Oriente Médio e que não há motivo específico para as joias terem sido ofertadas pelo governo da Arábia Saudita.

Destaques