Poze do Rodo, Ryan SP e outros: veja quais famosos são investigados em operação da Polícia Federal
Megaoperação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 prisões temporárias em nove estados e no DF, com medidas de bloqueio e sequestro de bens
A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, investigada por peculato após emprestar uma viatura descaracterizada ao marido, o advogado Renan Rachid, foi afastada da Polícia Civil por licença médica. O afastamento, com duração de 30 dias, começou no último sábado (11/4).
A delegada Wanessa Santana e o marido, Renan Rachid
Foto: Reprodução/Redes sociais
A medida foi oficializada pelo Hospital da Polícia Civil no Diário Oficial desta quarta-feira (15/4). O hospital, porém, não informou o motivo do afastamento.
Wanessa Santana e Renan Rachid são investigados por peculato. O inquérito teve início depois que o advogado foi preso usando uma viatura descaracterizada para uso pessoal. Ele foi abordado durante uma operação da Polícia Civil na região da Pampulha, em Belo Horizonte, em 10 de março. A delegada foi presa em seguida.
Os dois foram soltos em audiência de custódia, mediante pagamento de fiança.
Antes do caso, Wanessa Santana era titular de uma delegacia em São José da Lapa. Com o início das investigações, ela foi transferida de unidade por decisão administrativa.
A servidora foi removida para a 1ª Central Estadual do Plantão Digital, em Belo Horizonte. A remoção ocorreu “por conveniência da disciplina”, expressão usada em procedimentos administrativos quando a chefia decide transferir um servidor após apuração interna.
A medida foi tomada após sindicância conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Segundo a reportagem, apesar de a mudança poder parecer uma promoção — por envolver a saída de uma cidade menor para a capital — fontes ouvidas afirmam que a transferência é vista como uma espécie de punição ou de perda de prestígio, já que a delegada deixou a condição de titular para atuar em uma delegacia de plantão, descrita como um local de muito trabalho e de resoluções complexas.
Na última semana, a Justiça negou um pedido da defesa de Wanessa Santana e de Renan Rachid para que fosse decretado sigilo no inquérito de peculato. Conforme documento obtido pela reportagem, a solicitação era de sigilo total do caso, alegando “proteção à imagem e presença de documentos médicos” da delegada e do marido.
Peculato é um crime cometido por funcionário público que se apropria ou desvia dinheiro, bens ou valores sob sua responsabilidade em decorrência do cargo. Em outras palavras, ocorre quando alguém que trabalha para o poder público usa recursos públicos em benefício próprio ou de outra pessoa.