Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes e diz estranhar investigação da PF

Senador afirma que inquérito por postagem sobre Lula é “juridicamente frágil” e vê tentativa de cercear liberdade de expressão e mandato

15/04/2026 às 13:37 por Redação Plox

Nesta quarta-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele seja investigado pela Polícia Federal. O objeto do inquérito é uma postagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

  • Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o parlamentar afirmou receber “com profunda estranheza” a decisão. O texto sustenta que a medida seria “juridicamente frágil”, por entender que a publicação questionada “carece de qualquer tipicidade penal”.
    Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro

    Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Postagem de janeiro motivou o pedido de investigação

O pedido de inquérito foi motivado por uma publicação de Flávio nas redes sociais em janeiro deste ano. Na mensagem, o senador disse esperar que Lula seria delatado pelo ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que havia sido capturado pelo governo dos Estados Unidos.

Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas

Flávio Bolsonaro

Senador fala em cerceamento e cita episódios de 2022

Na avaliação de Flávio, a abertura do inquérito “configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar”. A nota também menciona práticas de “censura e bloqueios de contas” e faz referência ao pleito de 2022, ao afirmar que houve desequilíbrio quando se proibiu o uso do termo “descondenado” para se referir ao petista, enquanto, segundo o texto, eram permitidas ofensas contra o então presidente Jair Bolsonaro.

Nota questiona distribuição e diz que não haverá recuo

O comunicado também diz chamar atenção para o fato de a distribuição da ação ter ocorrido ao ministro Alexandre de Moraes, citado como “personagem central” do que o texto classifica como “desequilíbrio democrático recente”. Ao final, a assessoria afirma que o senador não cederá a “intimidações” e sustenta que o governo Lula “deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana”.

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