Poze do Rodo, Ryan SP e outros: veja quais famosos são investigados em operação da Polícia Federal
Megaoperação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 prisões temporárias em nove estados e no DF, com medidas de bloqueio e sequestro de bens
A Miss Universo Uberlândia 2025, Sara Monteiro, de 36 anos, foi presa pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15/4), em São Paulo. A detenção ocorreu durante a Operação Luxury, que mirou uma organização criminosa interestadual suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
R$ 61 milhões em bens foram bloqueados.
A prisão Sara Monteiro aconteceu na manhã desta quarta-feira (15/4) em São Paulo
Foto: crédito: Reprodução/Redes Sociais
Apontada como uma das principais investigadas, Sara é descrita pela apuração como integrante do núcleo financeiro do grupo. As investigações indicam que ela mantinha ligação direta com um dos líderes da organização e atuava na ocultação da origem de recursos ilícitos, além de usufruir de um padrão de vida elevado, com viagens internacionais, compras em lojas de alto padrão e uso de veículos de luxo.
Hoje nós combatemos pessoas envolvidas com a lavagem de dinheiro em prol dessa estrutura criminosa. São investigados que vivem com alto padrão econômico. Dalton Marinho
A prisão foi realizada em São Paulo, onde a investigada estava morando recentemente. Antes, ela vivia em um condomínio de alto padrão na zona sul de Uberlândia, local que também foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Reprodução/Instagram
Uberlândia foi o epicentro da operação, onde foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão com foco no núcleo financeiro da organização criminosa.
De acordo com o delegado Dalton Marinho, chefe da FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), além dos operadores diretamente envolvidos no transporte e na distribuição de drogas, as investigações priorizaram os responsáveis pela lavagem de dinheiro, responsáveis por sustentar a estrutura do grupo.
Os investigados ligados a esse núcleo, segundo a apuração, mantinham alto padrão de vida, com imóveis em condomínios de luxo e veículos de alto valor, o que reforçou os indícios de movimentações financeiras ilícitas.
Miss Uberlândia, Sara Monteiro, é alvo da Operação Luxury
Foto: Rafael Diehl/Reprodução/Redes sociais
A Operação Luxury foi deflagrada em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com atuação simultânea em Uberlândia, Uberaba, além da capital paulista e das cidades de Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre.
160 policiais cumprem 27 mandados de prisão — 22 preventivas e cinco temporárias — e 39 de busca e apreensão.
O trabalho investigativo teve início em abril de 2025, após a apreensão de 1,1 tonelada de maconha em Frutal. A partir desse caso, os agentes identificaram uma estrutura criminosa mais ampla. Desde então, as ações já resultaram na apreensão de 5,9 toneladas de entorpecentes.
As investigações apontaram que o grupo transportava drogas do Mato Grosso do Sul para a região Sudeste utilizando rotas alternativas, principalmente estradas rurais com menor fiscalização.
Segundo Dalton Marinho, o esquema incluía veículos batedores, que seguiam à frente para identificar barreiras policiais, além de comunicação constante por antenas via satélite.
Esse modelo logístico, conhecido como “rota caipira”, fazia com que viagens que normalmente durariam cerca de 16 horas se estendessem por até uma semana ou mais, como estratégia para burlar as autoridades.
Durante a operação, houve tentativas de resistência por parte de alguns investigados, principalmente para atrasar o cumprimento dos mandados. Em alguns casos, foi necessário arrombamento de imóveis, mas sem confrontos violentos.
As forças de segurança atuaram em cerca de 13 pontos distintos, com seis prisões realizadas inicialmente nesses locais. No balanço geral, a operação contabiliza 24 presos, além do cumprimento de dois mandados dentro de unidades prisionais: um no presídio de Assis (SP) e outro no presídio de Prata (MG).
O texto informa ainda que a Justiça expediu dois mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão. Três mandados de prisão ainda não foram cumpridos, e os alvos são considerados foragidos. Mesmo assim, segundo o delegado, a operação é considerada extremamente exitosa, com mais de 90% das ordens judiciais executadas.
O delegado também afirmou que a maioria dos investigados possui antecedentes criminais, o que aumenta a complexidade das ações. A atuação integrada entre Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal foi apontada como fundamental para o andamento da operação.