STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
No interior de São Paulo, na cidade de Salto, um sargento da Polícia Militar entrou armado com um fuzil em uma sala do quartel e atirou contra dois colegas na manhã desta segunda-feira (15). Ambos os policiais não resistiram aos ferimentos e morreram no local. As vítimas foram identificadas como o capitão Josias Justi, comandante da PM na cidade, e o sargento Roberto da Silva.

O incidente ocorreu por volta das 9h da manhã e, até o início da tarde, as investigações ainda buscavam esclarecer a motivação do crime. Conforme relatos de testemunhas, o sargento Gouveia adentrou a base, apropriou-se de um fuzil guardado no local e ordenou que outros policiais se afastassem. Em seguida, dirigiu-se à sala da 3ª Companhia da Polícia Militar, onde estavam o comandante e outro policial, trancando a porta. Três disparos foram ouvidos por testemunhas.
Após os tiros, outros policiais entraram na sala, desarmaram e detiveram o atirador. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer as vítimas, mas ambas não resistiram à gravidade dos ferimentos e tiveram óbito constatado no local. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba. O ocorrido gerou grande mobilização na companhia, e um helicóptero transportou a Corregedoria da PM da capital.
O capitão Josias, de 39 anos, era casado e pai de dois filhos pequenos, com 3 e 5 anos. Em 2020, recebeu a patente e foi designado para o comando da companhia da PM em Salto. O sargento Roberto tinha 52 anos.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou o ocorrido e informou, em nota, que a Corregedoria da corporação busca elementos para esclarecer a motivação do crime. A Polícia Militar lamentou o episódio em que "dois policiais militares foram atingidos por disparos de arma de fogo efetuados por sargento da instituição por razões ainda a serem esclarecidas".
Segundo a SSP-SP, o crime aconteceu nas dependências da 3ª Companhia do 50º Batalhão da Polícia Militar do Interior (50º BPM/I), localizada em Salto. "Infelizmente, as vítimas entraram em óbito. Todas as providências de Polícia Judiciária Militar estão em andamento neste momento e a Corregedoria da Instituição acompanha as apurações", informou a pasta.
O caso chocou a população local e gerou um clima de consternação entre os colegas e familiares das vítimas. A Polícia Militar está empenhada em apurar as circunstâncias do crime, bem como oferecer apoio aos parentes dos policiais mortos. Além disso, medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança dos demais integrantes do 50º BPM/I e evitar que situações como essa voltem a ocorrer.
A investigação do crime está a cargo da Corregedoria da Polícia Militar, que trabalha em conjunto com a Polícia Judiciária Militar e a SSP-SP. Os responsáveis pela apuração buscarão entender o que levou o sargento Gouveia a tomar a trágica decisão de atirar contra seus colegas, bem como avaliar se há possíveis falhas nos protocolos de segurança e na gestão do armamento dentro das bases militares.
Enquanto a comunidade local e os colegas de farda lidam com a dor da perda, a Polícia Militar reitera seu compromisso com a transparência e a busca pela justiça neste caso. A instituição continuará a trabalhar incansavelmente para proteger a sociedade e garantir a ordem, mesmo diante de eventos tão trágicos como o ocorrido em Salto.