Governo federal cria ministério extraordinário de apoio ao RS

Nova pasta, com status de ministério, será liderada por Paulo Pimenta, ex-Secretário de Comunicação Social da Presidência

Por Plox

15/05/2024 17h41 - Atualizado há cerca de 1 mês

Em sua terceira visita ao Rio Grande do Sul em um intervalo de duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta quarta-feira (15), a criação da Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul. A nova pasta, que possui status ministerial, será comandada por Paulo Pimenta. Pimenta deixa a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) para assumir a coordenação das ações de recuperação no estado, que enfrenta a maior catástrofe climática de sua história. Chuvas intensas e enchentes causaram, até o momento, 149 mortes e deixaram mais de 800 mil pessoas desalojadas.


 Foto: Ricardo Stuckert/PR

O evento de assinatura ocorreu em São Leopoldo do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. Durante a cerimônia, foi anunciado um auxílio financeiro de R$ 5,1 mil para as famílias atingidas pelas enchentes, além de um programa de reconstrução e doação de novas moradias populares.

Em seu discurso de posse, Paulo Pimenta destacou a função da nova secretaria, que será de articular e apoiar as ações do governo estadual e das prefeituras. "O presidente tomou essa decisão, de constituir um ministério específico, para articular, organizar as ações do governo federal, sem ter o caráter executivo, mas para facilitar o trabalho, para apoiar o governo do estado, apoiar as prefeituras municipais, para que o mais rapidamente possível a gente possa alcançar o nosso objetivo", declarou Pimenta.

Acompanhando a situação desde o início das chuvas, Pimenta ressaltou que o governo federal tem fornecido todo o suporte necessário ao estado. Ele mencionou o resgate de mais de 80 mil pessoas nos últimos dias e agradeceu o esforço das forças de segurança e dos voluntários. Até o momento, cerca de 75 municípios receberam ajuda humanitária do governo federal, e pelo menos R$ 100 milhões foram repassados para ações de resgate e acolhimento das vítimas.

O estado ainda abriga 80 mil pessoas, sem previsão de retorno às suas casas, que permanecem inundadas ou foram destruídas pela força das águas. "Só o que nós não temos condições de devolver para o nosso povo são as vidas das pessoas que foram perdidas", afirmou Pimenta, referindo-se às 150 pessoas que ainda estão desaparecidas.

Pimenta classificou as medidas anunciadas pelo governo federal como o maior plano de apoio a uma situação de catástrofe da história do país.

 

 

 


 

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