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    TJMG e Amagis realizam live para discutir PJe

    Desembargadores e juízes apresentaram propostas para melhoria do sistema

    Por Plox

    15/06/2021 18h50 - Atualizado há 3 meses

    A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), realizou nesta segunda-feira (14), live para tratar com magistrados da capital e interior, de problemas técnicos apresentados nas últimas semanas pelo Processo Judicial eletrônico (PJe).

    Com a pandemia, o número de acessos a processos eletrônicos aumentou exponencialmente, o que sobrecarregou o sistema e causa lentidão e travamentos. A solução, a curto prazo, será o rigoroso monitoramento do sistema nos próximos dois dias para avaliar o desempenho e a retomada da contagem dos prazos dos processos, suspensa desde 27 de maio.

    A live foi aberta pelo presidente da Amagis, desembargador Alberto Diniz, que demonstrou preocupação com o sistema. "Esperamos que o PJe melhore a cada dia e continue sendo esta ferramenta eficaz para magistrados, servidores e para os profissionais do Direito", disse.

    Por sua vez, o juiz auxiliar da Presidência e coordenador da Diretoria Executiva de Informática (Dirfor) do TJMG, Delvan Barcelos, disse que "o sistema é muito robusto e os travamentos não estão ocorrendo por causa do número de usuários que acessam as informações".

    Para o magistrado, os problemas com o PJe ocorrem, principalmente, em razão do elevado número de transações e requisições efetuadas em determinados horários. Outro fator que agrava a situação é o uso de robôs.

    O juiz Delvan afirmou ainda que o PJE faz parte de uma série de sistemas do Tribunal de Justiça e está atrelado a sistemas de outras entidades como o Ministério Público e Advocacia Geral do Estado, o que também gera lentidão e eventuais travamentos. "Devemos lembrar que só na primeira semana de junho foram imputados cerca de 24 mil novos processos no sistema (novos e virtualizados). Diariamente, o número é superior a 6 mil processos", diz.

    O desembargador José Arthur Filho comparou o PJe com um hospital em tempo de pandemia, quando a procura é muito elevada (Foto: Cecília Pederzoli)

     

    Apesar de instabilidades, o TJMG é referência nacional junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quando se trata de Processos Judiciais eletrônicos, servindo de exemplo para outros tribunais.

    O superintendente Administrativo Adjunto do TJMG, desembargador José Arthur Filho, frisou que o PJe é um sistema de suma importância para a justiça mineira e a live foi um "encontro de grande valia para que ideias sejam colocadas à mesa para melhorias do sistema".

    Participaram também da live, que foi transmitida pelo canal da Amagis na plataforma YouTube, o corregedor Geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Agostinho Gomes de Azevedo; o presidente da Amagis, desembargador Alberto Diniz; a juíza auxiliar da Presidência, Rosimere das Graças do Couto; o diretor de Informática do TJMG, Antônio Rolla; e o gerente de Sistemas Judiciais Informatizados, Dalton Luiz Fernandes.

    Acompanharam o evento virtual ainda o juiz Auxiliar da Corregedoria de Justiça, Eduardo Gomes dos Reis; Antônio Carlos Parreira (Varginha), Thiago Colnago (Belo Horizonte), Armando Domingues Ventura Júnior (Uberlândia), Raquel Gomes Barbosa (Juiz de Fora), Andrea Costa (Belo Horizonte), Marcos Antônio Ferreira (Montes Claros), Flávia Birchal de Moura (Belo Horizonte) e Kenea Damato (Belo Horizonte).
     

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