SUS inicia troca gradual da insulina NPH pela glargina; veja quem pode receber

Transição atende crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e pessoas a partir de 70 anos; troca exige avaliação em UBS.

15/07/2026 às 08:38 por Redação Plox

O Ministério da Saúde iniciou a expansão nacional da transição da insulina humana NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta etapa, podem receber o medicamento crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A mudança não é automática e depende de avaliação clínica individualizada.


SUS inicia troca gradual da insulina NPH pela glargina; veja quem pode receber

SUS inicia troca gradual da insulina NPH pela glargina; veja quem pode receber

Foto: Divulgação


A glargina é uma insulina de ação prolongada, com efeito de até 24 horas e, em geral, aplicação uma vez ao dia, em horário fixo. O Ministério da Saúde afirma que o medicamento proporciona maior estabilidade nos níveis de glicose e reduz o risco de hipoglicemia, especialmente durante a noite. Diferentemente da NPH, a glargina também não precisa ser agitada antes do uso.

Como solicitar a insulina na UBS

Pacientes que se enquadram nos critérios, assim como pais, responsáveis ou cuidadores, devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com uma receita médica válida e carimbada. A equipe de saúde avaliará o quadro clínico e decidirá se a troca do tratamento é indicada.

Quando a transição for autorizada, o paciente receberá a insulina, as agulhas e uma caneta reutilizável, com validade estimada de três anos. A unidade também deverá orientar sobre armazenamento, horário e técnica correta de aplicação. Pessoas já atendidas pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica devem permanecer, por enquanto, no fluxo de acompanhamento vigente.

Até segunda-feira (13), mais de 254 mil tubetes de glargina haviam sido encaminhados a 16 estados, além de 52.350 canetas para aplicação. A previsão do Ministério da Saúde é que todas as unidades da federação recebam os insumos até o fim de julho. A chegada às farmácias das UBS dependerá, no entanto, da logística e da organização de cada estado e município.

Troca exige acompanhamento profissional

A dose da insulina não deve ser alterada pelo paciente sem orientação. O protocolo nacional determina que o cálculo seja individualizado, com acompanhamento mais frequente da glicemia nas primeiras semanas. A Sociedade Brasileira de Diabetes alerta que uma conversão automática pode manter uma quantidade excessiva de insulina basal em determinados pacientes e elevar o risco de hipoglicemia. Uma calculadora foi disponibilizada como ferramenta de apoio aos profissionais de saúde.

A expansão ocorre diante da restrição mundial na produção de insulinas humanas. A NPH ainda representa cerca de 90% da insulina utilizada no SUS. Antes da adoção nacional, a transição foi testada em um projeto-piloto no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná. O governo informou que novas faixas etárias poderão ser incluídas gradualmente, conforme a avaliação da implementação e a disponibilidade do medicamento.

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