Eduardo Bolsonaro critica investigação contra pastor Silas Malafaia

Deputado questiona motivo da inclusão de Malafaia em inquérito que apura ações contra o STF

15/08/2025 às 10:39 por Redação Plox

A inclusão do pastor Silas Malafaia em uma investigação conduzida pela Polícia Federal gerou forte reação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que utilizou suas redes sociais para criticar a decisão e expressar solidariedade ao religioso.


Imagem Foto: Câmara dos Deputados

O inquérito, que está em andamento, busca apurar possíveis ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF), autoridades e agentes públicos, além de eventuais tentativas de promover sanções internacionais contra o Brasil. Malafaia passou a ser investigado dentro desse contexto, o que gerou descontentamento no meio político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


Eduardo Bolsonaro, filho do ex-chefe do Executivo, publicou uma sequência de mensagens nas quais questiona a base da investigação e se mostra indignado com a atitude da Justiça.


– Eles estão achando que vão intimidar o pastor Malafaia? Convidar pessoas para irem às ruas virou crime? – escreveu o deputado em uma das postagens.


Imagem Foto: Reprodução

Em outro comentário, ele mencionou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, integrante do STF e responsável por diversos inquéritos envolvendo aliados do ex-presidente Bolsonaro:


– Estava demorando. Como previmos, Moraes segue dobrando a aposta. Desta vez para cima do pastor Malafaia. Qual crime teria o pastor cometido? Convidado os brasileiros para estarem pacificamente nas ruas se manifestando, só pode ser. O Brasil já virou uma Venezuela.


"Qual crime teria o pastor cometido?" questionou Eduardo Bolsonaro em publicação nas redes sociais

O deputado ainda insinuou que a ação contra Malafaia faz parte de um cenário maior de perseguição a vozes críticas ao Supremo Tribunal Federal. A manifestação de Eduardo ocorre em meio a outros episódios que envolvem tensões entre o Judiciário e aliados do ex-presidente.


O inquérito segue sob sigilo e ainda não há detalhes públicos sobre as provas que fundamentaram a inclusão do nome de Silas Malafaia nas investigações.


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