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    Vereadores discutem orçamento de 2021 com secretários municipais em Timóteo

    A discussão ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Timóteo

    Por Plox

    15/12/2020 21h15 - Atualizado há 10 meses

    Nesta terça-feira (15), a Câmara de Timóteo iniciou uma série de reuniões cujo objetivo é debater, juntamente com os secretários municipais, a Lei de Orçamento Anual (LOA), que estima a receita e fixa as despesas do município para o próximo ano.

    Hoje pela manhã, passaram pelo Plenário da Casa Legislativa os secretários de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente; Fazenda; Comunicação Social e Procuradoria. À tarde, foram discutidos receita e gastos da secretaria de Educação, Esporte, Cultura e Lazer.

    Segundo a Câmara de Timóteo, o debate terá continuidade nesta quarta-feira (16), com as pastas de Assistência e Desenvolvimento Social; Saúde e Qualidade de Vida; Obras, Serviços Urbanos, Habitação e Mobilidade; Administração e Gestão e Desenvolvimento Econômico e Turismo.

     

    Foto: divulgação/Câmara de Timóteo

     

    De acordo com a Casa, a exemplo do que ocorreu no ano passado, a iniciativa propõe discutir, de forma pormenorizada, o orçamento municipal, contribuindo para a atividade fiscalizadora dos vereadores.

    Por meio de requerimento aprovado pela Comissão de Educação da Câmara Municipal, a secretaria de Educação também apresentou os índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica  (Ideb) e do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Básica (Simave) e também apresentou os protocolos, estudos e planejamentos para o retorno escolar.

     

    Suplementação
    Uma das principais questões levantadas na primeira rodada de reuniões foi o índice de crédito adicional suplementar, ou seja, percentual que o Executivo poderá remanejar receitas por meio de decreto, sem, portanto, necessidade de aprovação da Câmara. Na redação original do projeto, elaborado em junho deste ano, foi fixado o percentual de 20%, de um total de R$241.314.100,50.

    Contudo, os secretários de Planejamento, Fabrício Araújo, e da Fazenda, Anderson Moura, adiantaram que esse índice é baixo e que o adequado seria em torno de 25%. A explicação é que, à época da elaboração da LOA, em junho, considerava-se que a receita seria inferior ao estimado atualmente, dadas as previsões de caos na economia em razão da pandemia do Novo Coronavírus.

    “Em junho a projeção de arrecadação era menor do que imaginávamos. Contudo, ao contrário do que prevíamos, a economia se recuperou consideravelmente. Por exemplo, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é uma das principais receitas que temos, do mês de dezembro está previsto para ser maior do que o do mesmo período do ano passado”, explicou Moura.

     

    Retroativo
    O pagamento retroativo dos inativos foi outro ponto de destaque da reunião. O questionamento foi feito pelos vereadores Adriano Alvarenga e Professor Diogo, presidente da Casa. Adriano afirmou que ainda não houve diálogo para tentar se chegar a um acordo, de forma que seja possível ao Município pagar os inativos. “Vamos apresentar uma emenda para que sejam criadas dotações orçamentárias com esse fim. Hoje, a dívida é da ordem de 21 milhões, mas acredito ser possível um acordo”, comentou.

    Em resposta, o Procurador-Geral, Humberto Abreu, disse que, em razão do montante, é uma dívida difícil de ser quitada por completo em um único exercício. “Essa situação se arrasta há três gestões. Nós temos que ter o cuidado de não extrapolar o índice de responsabilidade fiscal”, ponderou. “Penso que teremos que olhar a disponibilidade de caixa e tentar um acordo com as pessoas que tem direito ao pagamento retroativo das complementações”, opinou.
     

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