Carlos Bolsonaro critica decisão de Moraes que transfere Bolsonaro para a ‘Papudinha’
Filho do ex-presidente chama de absurdo a condenação de 27 anos por tentativa de golpe, alega problemas de saúde e acusa Judiciário de seletividade após decisão que aponta tratamento diferenciado na PF
16/01/2026 às 10:21por Redação Plox
16/01/2026 às 10:21
— por Redação Plox
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O ex-vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinou a transferência do pai para a chamada “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, na noite desta quinta-feira (15).
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro
Foto: Caio César | CMRJ
Nas redes sociais, Carlos afirmou que aliados do PT já teriam praticado atos mais graves sem sofrer punições e classificou a condenação do ex-presidente como um “absurdo”. Ele mencionou nominalmente os crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado, disse refutar cada um deles e listou doenças e condições clínicas que, segundo ele, afetam o ex-chefe do Executivo.
Na mesma publicação, Carlos argumentou que o caso ultrapassa a figura do pai e aponta para um suposto enfraquecimento de garantias jurídicas e aplicação seletiva da lei, com desconsideração das condições de saúde do condenado.
Carlos fala em “ambiente prisional severo”
Ao comentar a transferência para a Papuda, Carlos Bolsonaro descreveu a “Papudinha” como um “ambiente prisional severo”. Para ele, a mudança de unidade, somada ao que chamou de “aberrações jurídicas” e ao estado de saúde de Bolsonaro, representa mais do que o simples cumprimento de uma decisão judicial.
Na avaliação do ex-vereador, a medida se torna um marco simbólico de confronto institucional, com impacto que, segundo ele, atinge não apenas Jair Bolsonaro, mas também o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no país.
Prisão, pena e condições na PF
Jair Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde 22 de novembro, quando foi preso preventivamente por violar a tornozeleira eletrônica. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, após ser condenado por liderar a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro.
Na decisão que autorizou a transferência para o Complexo da Papuda, Alexandre de Moraes reconheceu a precariedade do sistema penitenciário, mas registrou que Bolsonaro vinha recebendo tratamento diferenciado em relação a outros condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, com acesso a ar-condicionado, televisão, frigobar, banheiro privativo e entrega de comida caseira.
O ministro também ressaltou que, mesmo nessas condições, houve tentativa sistemática de deslegitimar o cumprimento da pena por meio de pressão pública exercida por falas e declarações de familiares do ex-presidente.