Dólar em leve alta e IBC-Br acima do esperado marcam dia de agenda cheia no Brasil e no exterior

Moeda americana opera em campo positivo enquanto indicador de atividade do BC surpreende em novembro, Petrobras supera meta de produção e investidores monitoram discursos do Fed, produção industrial dos EUA e encontros de Lula com líderes europeus

16/01/2026 às 10:13 por Redação Plox

O dólar opera em leve alta nesta sexta-feira (16). Por volta das 9h30, a moeda norte-americana avançava 0,15%, negociada a R$ 5,3758. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados iniciam o dia atentos a uma combinação de indicadores econômicos e compromissos políticos. No Brasil, dados de atividade, eventos oficiais e notícias corporativas dividem as atenções dos investidores. No exterior, números da indústria e discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) também estão no radar.


Cédulas de dólar

Cédulas de dólar

Foto: bearfotos/Freepik

Dólar e Ibovespa no acumulado

No câmbio, o dólar apresenta o seguinte desempenho:

Acumulado da semana: +0,05%
Acumulado do mês: -2,20%
Acumulado do ano: -2,20%

Já o Ibovespa registra:

Acumulado da semana: +1,35%
Acumulado do mês: +2,76%
Acumulado do ano: +2,76%

IBC-Br surpreende e reforça expectativa para o PIB

No front doméstico, o destaque é a divulgação do IBC-Br de novembro, indicador considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O índice avançou 0,7% em relação a outubro, acima da projeção do mercado, que estimava alta de 0,3%.

Na comparação com novembro do ano passado, houve crescimento de 1,2%. No acumulado de 12 meses, o IBC-Br passou a registrar alta de 2,4%, de acordo com os dados sem ajuste sazonal, que permitem a comparação entre períodos iguais.

O desempenho acima do esperado reforça a percepção de uma atividade econômica mais resiliente na reta final do ano.

Petrobras supera meta de produção em 2025

A Petrobras informou que, em 2025, produziu em média 2,4 milhões de barris de petróleo por dia. O dado, divulgado pela própria companhia na quinta-feira, mostra que o volume ficou acima do previsto em seu plano estratégico.

Segundo a estatal, esse resultado superou em 0,5 ponto percentual o teto da meta estabelecida no Plano de Negócios 2025–2029, que projetava crescimento máximo de 4%. Na prática, isso representou um aumento de 11% na produção de petróleo em relação a 2024.

Considerando conjuntamente petróleo e gás natural, a produção total alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, medida que consolida diferentes tipos de energia em uma mesma unidade.

Nesse caso, o desempenho ficou 2,8 pontos percentuais acima do limite superior da meta e também significou avanço de 11% frente ao ano anterior, de acordo com a companhia.

Agenda política e econômica no Brasil

Na agenda interna, o mercado também acompanha eventos oficiais. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam de uma cerimônia que marca os 90 anos da criação do salário mínimo.

Lula ainda tem previstos encontros com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em meio às discussões sobre as relações entre Brasil e União Europeia.

Dados dos EUA e discursos do Fed em foco

No exterior, os investidores monitoram a divulgação da produção industrial dos Estados Unidos referente a dezembro, indicador relevante para avaliar o ritmo da maior economia do mundo.

Ao longo do dia, também ganham destaque os discursos de dirigentes do Federal Reserve, entre eles Michelle Bowman e Philip Jefferson, em meio às expectativas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

Bolsas globais têm desempenho misto

Em Wall Street, os índices futuros apontavam para um pregão positivo, apoiado principalmente pelo desempenho das ações de semicondutores, que seguem impulsionadas pelo otimismo em torno da inteligência artificial.

Antes da abertura, os contratos indicavam alta de 0,1% para o Dow Jones, avanço de 0,3% para o S&P 500 e ganho de 0,6% para o Nasdaq. O mercado também acompanha o início da temporada de balanços, que deve ganhar mais peso ao longo da próxima semana.

Na Europa, o movimento era mais contido, com as principais bolsas operando próximas da estabilidade. O DAX, de Frankfurt, recuava 0,1%, aos 25.323,98 pontos; o CAC 40, de Paris, caía 0,4%, aos 8.277,40 pontos; e o FTSE 100, de Londres, avançava 0,1%, aos 10.250,97 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o dia sem direção única. As bolsas chinesas fecharam em baixa após autoridades anunciarem o reforço das regras de financiamento de margem e sinalizarem medidas para conter excessos especulativos, interrompendo uma sequência de quatro semanas de alta.

No fechamento, o Hang Seng caiu 0,29%, o Xangai SSEC recuou 0,26% e o CSI300 perdeu 0,41%. Em sentido oposto, o Kospi subiu 0,90% e o Taiex avançou 1,94%, enquanto o Nikkei cedeu 0,32% e o Straits Times registrou alta de 0,22%.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a