Janeiro Branco reforça importância da saúde mental em período de cobranças e expectativas
Campanha chama atenção para os impactos da pressão por grandes mudanças no início do ano e alerta para sinais que exigem ajuda profissional, como irritabilidade, desânimo e isolamento social
16/01/2026 às 09:13por Redação Plox
16/01/2026 às 09:13
— por Redação Plox
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O início do ano costuma ser marcado por uma mistura intensa de expectativas, cobranças e sentimentos contraditórios. Enquanto muitas pessoas enxergam janeiro como um momento de recomeço e novas oportunidades, para outras esse período se torna especialmente sensível para a saúde mental. A pressão por mudanças imediatas, o peso das metas não alcançadas no ano anterior e as constantes comparações com os outros abrem espaço para ansiedade, frustração e sobrecarga emocional. Nesse contexto, a campanha Janeiro Branco ganha ainda mais relevância ao propor uma reflexão profunda sobre o cuidado com a mente.
Foto: Divulgação
Pressão por mudanças e impacto emocional
Segundo o médico psiquiatra da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Dr. Arthur Lobato, existe uma cobrança cultural muito forte para que o ano comece com grandes transformações. Ele explica que essa expectativa gera uma ansiedade considerada natural, mas que pode se intensificar logo nos primeiros meses e provocar sofrimento. A sensação de não estar correspondendo ao que se espera, seja do ponto de vista pessoal ou social, impacta diretamente o bem-estar emocional e pode comprometer a qualidade de vida.
Quando o corpo sinaliza sobrecarga
Os reflexos desse desgaste emocional não se restringem ao campo psicológico. De acordo com o especialista, quando ansiedade, frustração e sobrecarga se instalam, o corpo passa a liberar hormônios do estresse, o que pode desencadear diversas alterações. Mudanças hormonais, dores físicas, irritabilidade, prejuízos no sono e dificuldades nos relacionamentos são alguns dos sinais de que a mente está sobrecarregada. Nesses casos, o corpo funciona como um alerta de que algo precisa de atenção.
Romper tabus e falar sobre saúde mental
Para Dr. Arthur Lobato, o diálogo aberto sobre saúde mental é um dos caminhos mais importantes para romper preconceitos e tabus. Falar sobre sofrimento psíquico ajuda a normalizar experiências humanas comuns e reforça que ninguém enfrenta essas dificuldades sozinho. Além disso, contribui para desconstruir a ideia equivocada de que transtornos mentais são resultado de fraqueza ou falta de caráter, fortalecendo uma cultura de empatia e acolhimento.
Sinais de que é hora de procurar ajuda
Alguns indícios apontam para a necessidade de buscar acompanhamento profissional, seja psicológico ou psiquiátrico. Alterações no apetite e no sono, irritabilidade constante, desânimo persistente, perda de interesse por atividades antes prazerosas e tendência ao isolamento social não devem ser tratados apenas como cansaço passageiro. Quando esses sintomas se prolongam, a avaliação especializada se torna fundamental para garantir um cuidado adequado.
Autocuidado na rotina
O autocuidado também tem papel essencial na preservação da saúde mental e pode ser incorporado de forma simples ao dia a dia. Não é necessário dispor de longos períodos livres para isso. Respeitar o horário de sono, aprender a estabelecer limites, fazer pequenas pausas durante o trabalho para alongar o corpo, relaxar ou se desconectar por alguns minutos são atitudes que ajudam a reduzir o impacto do estresse diário.
Saúde mental como parte da saúde integral
A mensagem central da campanha Janeiro Branco é reforçada pelo psiquiatra da FSFX, que lembra que não existe saúde plena sem saúde mental. O cérebro comanda todo o funcionamento do corpo e, quando não está em equilíbrio, todo o organismo sente as consequências. Cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo e deve ser prioridade ao longo de todo o ano.