Lula se reúne com líderes europeus para discutir acordo Mercosul-União Europeia
Encontro no Itamaraty antecede assinatura de tratado no Paraguai que pode criar maior área de livre comércio do mundo, com 718 milhões de consumidores e PIB de US$ 22 trilhões
16/01/2026 às 10:12por Redação Plox
16/01/2026 às 10:12
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16) para se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
O encontro será realizado no Palácio do Itamaraty e terá como ponto central das discussões o acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia, cuja assinatura está prevista para este sábado (17), no Paraguai, país que ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano.
O presidente Lula (esq.) e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (dir.)
Foto: Presidência
Acordo Mercosul-UE mira maior área de livre comércio do mundo
Negociado há mais de 25 anos, o tratado busca criar a maior área de livre comércio do planeta, abrangendo cerca de 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões.
O texto prevê tarifas reduzidas ou zeradas para diversos setores industriais e agrícolas, de acordo com as especificidades de cada mercado. Em relação ao Mercosul, a oferta é de uma ampla liberalização tarifária de uma cesta de produtos.
Cerca de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra dos países do bloco sul-americano poderão ter tarifas zeradas. Apenas uma parcela reduzida dos bens negociados entre os dois lados seguirá sujeita a alíquotas ou a tratamentos não tarifários.
Condições especiais para o setor automotivo
O acordo também trata de regras específicas para o setor automotivo. Estão em negociação condições especiais para veículos elétricos, movidos a hidrogênio e novas tecnologias, com períodos de transição de 18, 25 e 30 anos.
Previsão de entrada em vigor e trâmites internos
Na quinta-feira (15), o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo trabalha com a expectativa de que o acordo passe a valer no segundo semestre deste ano, mas ressaltou que ainda é necessário o aval do Parlamento Europeu e do Congresso brasileiro para que o tratado entre efetivamente em vigor.