Lula critica salário mínimo de R$ 1.621 e diz que valor segue abaixo do necessário
Em evento na Casa da Moeda, no Rio, presidente afirma que piso não garante direitos básicos, cita trajetória histórica desde Getúlio Vargas e prevê eleição de 2026 como confronto entre sua gestão e a de Jair Bolsonaro, em meio a alertas sobre desinformação e algoritmos
16/01/2026 às 16:13por Redação Plox
16/01/2026 às 16:13
— por Redação Plox
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Em discurso na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o valor do salário mínimo no país, que neste mês passou a ser de R$ 1.621, ante os R$ 1.518 pagos no ano passado. Para ele, o piso nacional ainda está muito abaixo do necessário para garantir os direitos básicos dos trabalhadores.
Lula afirmou que o valor do salário mínimo ainda é muito baixo para atender às necessidades básicas da população
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O evento celebrou os 90 anos da criação do salário mínimo, instituído no governo Getúlio Vargas. Lula destacou a importância histórica da medida, mas reforçou que, desde sua implementação, o piso nunca atendeu plenamente ao que previa a legislação.
Nós não estamos fazendo esse ato de apologia ao valor do salário mínimo. Porque o valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil. Nós estamos fazendo apologia à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores direitos básicos. E desde que foi criado, o salário mínimo não preenche os requisitos da lei.
Lula
Reajuste atrelado à inflação e ao PIB
A valorização do salário mínimo acima da inflação é um dos principais eixos da política econômica e social do atual governo. Pelo modelo retomado em 2023, o piso nacional passa a ser reajustado anualmente com base na inflação, acrescida do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior, limitado a 2,5 pontos percentuais nesse adicional.
Preocupação com redes sociais e eleições de 2026
No mesmo evento, Lula também abordou o cenário político e as eleições presidenciais de 2026, quando pretende disputar a reeleição. Segundo ele, o próximo pleito será marcado pela comparação direta entre sua gestão e o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), com forte influência do ambiente digital e das redes sociais.
O presidente demonstrou preocupação com o papel dos algoritmos na internet e com a circulação de desinformação nas plataformas digitais, ressaltando o risco de que conteúdos manipulados ou falsos tenham mais alcance do que informações verificadas.
Ele alertou para o perigo de parte do eleitorado se tornar refém de mecanismos automatizados que definem o que cada pessoa vê nas redes e defendeu que usuários chequem as informações recebidas, em especial em aplicativos de mensagem.