Primeiro LIRAa de 2026 em Timóteo aponta queda, mas mantém alerta para Aedes aegypti

Índice de infestação do mosquito transmissor de arboviroses cai de 4,7 para 2,1 em um ano, mas focos dentro das casas mantêm município em médio risco e exigem atenção redobrada da população

16/01/2026 às 13:58 por Redação Plox

Nos dias 13 e 14 de janeiro, a Prefeitura de Timóteo, por meio da Secretaria de Saúde e Qualidade de Vida, realizou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. A ação integra um cronograma de quatro levantamentos previstos para o ano e percorreu todos os bairros da cidade, identificando as áreas com maior risco de infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

16.01 - Release PMT - Primeiro LIRAa de 2026, em Timóteo, mostra eficiência no combate ao mosquito transmissor das arboviroses

Foto: Divulgação

O município registrou queda no índice de infestação do Aedes aegypti, o que indica maior eficiência no combate ao vetor e no controle das arboviroses.

16.01 - Release PMT - Primeiro LIRAa de 2026, em Timóteo, mostra eficiência no combate ao mosquito transmissor das arboviroses

Foto: Divulgação

Índice cai de alto para médio risco em um ano

Em comparação com o mesmo período do ano passado, Timóteo apresentou um avanço expressivo no controle do mosquito. Em 2025, o índice LIRAa havia sido de 4,7, classificado como alto risco. Neste ano, o indicador caiu para 2,1, passando para a faixa de médio risco.

Essa redução é atribuída ao trabalho contínuo das equipes de saúde, que mantêm visitas domiciliares regulares, promovem ações de conscientização junto à população e realizam borrifação de inseticida em áreas estratégicas do município.

16.01 - Release PMT - Primeiro LIRAa de 2026, em Timóteo, mostra eficiência no combate ao mosquito transmissor das arboviroses

Foto: Divulgação

Focos continuam concentrados dentro das residências

Apesar da melhora nos índices, a Prefeitura alerta que a maior parte dos focos do mosquito ainda é encontrada dentro das casas. A participação da população segue sendo decisiva para manter a doença sob controle e evitar novos surtos.

Esse resultado mostra que estamos avançando, mas não podemos relaxar. A maior parte dos focos do Aedes aegypti ainda está dentro das casas, em recipientes simples como baldes, garrafas, pneus e caixas d’água destampadas. É fundamental que cada morador faça sua parte, mantendo o quintal limpo, eliminando qualquer acúmulo de água e respeitando os cronogramas de recolhimento de lixo e entulho. Só com essa parceria entre população e poder público conseguiremos reduzir ainda mais os índices e proteger a saúde da nossa cidade.Bruno Almeida de Souza, supervisor geral do setor de arboviroses

Cuidados diários para evitar criadouros

Para colaborar no combate ao Aedes aegypti, é fundamental manter o quintal sempre limpo, sem recipientes que possam acumular água. Caixas d’água e calhas devem estar tampadas e em bom estado, evitando infiltrações e acúmulo de água parada.

Também é importante não descartar entulho e lixo de forma inadequada ou fora das datas estabelecidas pelos cronogramas de recolhimento da Prefeitura; não misturar lixo orgânico com entulho ou recicláveis, já que cada tipo de resíduo tem coleta específica; e eliminar recipientes como pneus, garrafas e vasos sem uso, que podem se transformar em criadouros do mosquito.

Atenção redobrada no período chuvoso

Neste período chuvoso, a vigilância deve ser intensificada para evitar o acúmulo de água em áreas externas. A Prefeitura reforça que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada: o poder público atua com ações de prevenção e controle, mas o sucesso das medidas depende da participação ativa de cada morador.

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