Carnaval amplia espaço para bebês e idosos e vira oportunidade de negócio

Blocos voltados à primeira infância e à terceira idade investem em estrutura, cuidados e atraem público, patrocínios e novos projetos ao longo do ano

16/02/2026 às 16:18 por Redação Plox

Quando o carnaval toma as ruas, cada folião encontra seu próprio ritmo. Nos últimos anos, esse espaço se ampliou: de bebês que ainda nem andam a idosos que já viveram muitas décadas, todos passaram a ter vez na folia.

De um lado, um berço adaptado desfilando no meio da multidão. De outro, idosos abrindo alas com a energia de quem não quer ficar de fora. Em comum, a mesma ideia: com cuidado e estrutura, todo mundo pode participar — e essa inclusão também se transformou em oportunidade de negócio.

Bloco infantil em São Paulo vira negócio de carnaval

Em São Paulo, o bloco criado pelo empresário Diogo Rios nasceu depois que ele adaptou um berço para levar o filho de 11 meses ao carnaval. O vídeo da iniciativa ganhou as redes e impulsionou a criação de um bloco estruturado para crianças na primeira infância.

Atualmente, o evento reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário, espaço de amamentação, controle de volume do som, pulseirinhas de identificação e escolha de locais com sombra, tudo pensado para garantir conforto e segurança às famílias.

O investimento inicial foi de R$ 150 mil. A receita vem da venda de cotas de patrocínio e de parcerias com empresas do setor infantil. No mês de carnaval, o bloco chega a faturar R$ 70 mil.

Gratuito para o público, o evento também funciona como porta de entrada para outros projetos infantis pagos, realizados ao longo do ano.


Eles criaram blocos para bebês e idosos e faturam até R$ 70 mil no carnaval

Eles criaram blocos para bebês e idosos e faturam até R$ 70 mil no carnaval

Foto: Freepik


Carnaval para idosos movimenta clínica em Nova Friburgo

Em Nova Friburgo (RJ), a psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso, após sua experiência com estimulação cognitiva em uma instituição de longa permanência.

A primeira edição, em 2025, destacou o protagonismo dos idosos, que levaram suas famílias para o desfile e ocuparam a rua como personagens centrais da festa.

O bloco conta com voluntários para auxiliar na locomoção, pontos de água filtrada, áreas de descanso e um trajeto planejado para evitar desgaste físico. A ILPI parceira acompanha o evento com uma van, garantindo apoio durante todo o percurso.

Depois do desfile, a clínica de Beatriz registrou aumento de cerca de 150% no faturamento, com maior procura por atividades de estimulação cognitiva e serviços focados em envelhecimento saudável.

Folia, memória e autoestima na terceira idade

No “esquenta” realizado na instituição parceira, as histórias se misturam. Uma participante de 64 anos resume em uma frase a relação com o tempo e com a festa, enquanto um senhor de 96 anos se diverte como quem não pretende abandonar o carnaval.

Envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional. participante de 64 anos

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a